Ricardo Castanheira, pai do jovem Rodrigo Castanheira, anunciou que é pré-candidato a deputado federal. O partido não foi revelado, mas o Brasília Capital apurou que a legenda escolhida é o PL. A decisão, segundo ele, veio após a morte do filho de 16 anos, vítima de espancamento em Vicente Pires.
“Sou engenheiro. Construí minha vida com cálculos, prazo e lógica. Quando o Rodrigo morreu, tentei achar a lógica. Tentei entender e aí descobri uma coisa que ninguém me avisou. O que aconteceu com meu filho não é uma exceção neste país. É rotina”, disse Ricardo, em vídeo publicado nas redes sociais.
Ao afirmar que nunca pensou em ser político, ele garante querer ser uma voz de pais e mães no Congresso Nacional.
“Não vim aqui dizer que vou acabar com a violência. Eu vim dizer outra coisa: enquanto for normal um jovem de 16 anos sair de uma festa e não voltar mais, enquanto for normal um homem pagar fiança e dormir em casa enquanto a família do outro vela o filho, vai continuar acontecendo.”
Ao fim, Rodrigo enfatizou que a luta é para que outras famílias não passem pelo que ele passou. “Sou pai do Rodrigo Castanheira. Enquanto eu tiver fôlego, vou lutar pela memória do meu filho em conversas, entrevistas e, se vocês me ajudarem, em Brasília. Esta não é uma campanha minha, é um compromisso meu com Rodrigo e com cada pai, com cada mãe” (veja abaixo o vídeo na íntegra).
Relembre o caso
Na madrugada de 23 de janeiro, Rodrigo saiu de uma festa em Vicente Pires quando foi abordado por Pedro Turra, de 19 anos. Segundo o Ministério Público, Turra foi ao local para brigar, cuspiu no rosto do adolescente e, após reação, deu vários socos na cabeça dele. Rodrigo não resistiu e morreu em 7 de fevereiro.
O crime causou comoção no DF. O agressor chegou a ser preso em flagrante, pagou fiança de R$ 24,3 mil e foi solto, mas teve a prisão decretada novamente dias depois por interferir nas provas e coagir testemunhas. Ele segue preso. Com a morte de Rodrigo, o caso deve ser tratado como homicídio.