Ir para o conteúdo
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Brasil

Ou se resolve o desemprego ou mergulhamos na crise

  • Dr. Gutemberg
  • 22/03/2019
  • 16:12

Compartilhe:

A elevada taxa de desemprego e o aumento do número de desalentados, aqueles que, depois de muito tempo sem encontrar vagas de trabalho, até desistem, é cada vez mais preocupante no Brasil e mais ainda no Distrito Federal. São quase 13 milhões os desempregados no País e 5 milhões os desalentados. A taxa de desemprego supera 12%. No DF, segundo a última Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada pela Codeplan, o desemprego geral chegou a 18,3%. Ou seja, 308 mil, de 2,5 milhões de pessoas em idade produtiva residentes no DF estavam desempregadas há um mês ou mais. Quem são os mais afetados pelo desemprego? A pesquisa indica mulheres, negros e jovens sem experiência de trabalho. Pessoas acima dos 50 anos nem foram consideradas.

E não se tem notícia de políticas públicas para incentivo de abertura de vagas de trabalho ou para recolocar essa massa de pessoas no mercado de trabalho. A saída é o empreendedorismo? Chegamos ao final de 2018 com mais de 5 milhões de micro e pequenas empresas em situação de inadimplência no País, porque também não há política adequada para preparar quem vai montar seu negócio nem de desburocratização para abertura e manutenção das empresas.

E isso ocorre em um processo de transformação do mundo e do mercado de trabalho ditado pelas novas tecnologias de informação e comunicação, que guiam a 4ª Revolução Industrial. Nesse contexto, o Fórum Econômico Mundial (WEF) estima que, até 2025, máquinas e algoritmos irão executar mais da metade das tarefas hoje feitas por seres humanos, eliminando 75 milhões de vagas de empregos em todo o mundo.

Outros 133 milhões de novos postos serão criados, mas em novas áreas que dependem de formação às quais desempregados, pessoas de baixa renda ou mais velhas e até profissionais de carreiras “em extinção” terão dificuldade de acesso por falta de formação – profissionais como jornalistas, pilotos de avião e médicos anestesistas estão na linha de tiro, pois suas atividades são impactadas pelas inovações tecnológicas da robótica, da inteligência artificial e das redes neurais cibernéticas.

O problema é individual, do mercado ou do governo? É de todos. Tem aspectos individuais e coletivos. Ao mesmo tempo em que deixam de aumentar a arrecadação de impostos na economia enfraquecida pela diminuição da capacidade de consumo desses desempregados e suas famílias, os governos são obrigados a investir mais em políticas para mitigar danos que se mostram, como aumento da incidência de doenças, da violência urbana e da dependência do cidadão em relação ao Estado.

O ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Raghuram Rajan aponta no livro The Third Pillar: How Markets and the State Leave the Community Behind (O Terceiro Pilar: Como os Mercados e o Estado Deixam a Comunidade Para Trás, em tradução livre) que o próprio capitalismo está em risco, porque quando os governos ignoram a desigualdade social em suas políticas econômicas “as massas se rebelam contra o capitalismo”.

Rajan pode até estar errado, mas é uma voz a ser ouvida. Foi ele quem primeiro alertou a comunidade internacional, em 2005, para o perigo de um colapso em função de práticas do mercado financeiro naquela época. A crise aconteceu como ele previu, em 2008, e até hoje sofremos os efeitos dela. Longe de ser um socialista, o que o economista indiano radicado nos EUA propõe é simplesmente que governos e mercados garantam às diversas camadas da população a possibilidade de acesso às oportunidades de formação acadêmica e profissional para concorrer às vagas em um mercado de trabalho em mutação e cada vez mais exigente.

E as políticas pública par garantirem o bem-estar, o equilíbrio e o desenvolvimento social e econômico é que estamos esperando dos novos governantes que elegemos. Que ponham em prática, agora, os projetos para alcançar esses objetivos.

Compartilhe essa notícia:

Picture of Dr. Gutemberg

Dr. Gutemberg

Colunas

Orlando Pontes

Vídeo: Leila é vaiada no Torneio Arimateia

Caroline Romeiro

EUA redescobrem o óbvio: comida de verdade no centro do prato

José Matos

Inveja. Livre-se dela

Júlio Miragaya

A grandeza das cidades médias brasileiras

Tesandro Vilela

SUS aposta em IA para modernizar saúde pública

Júlio Pontes

Você precisa saber o que é desincompatibilização

Últimas Notícias

Gestão e governança, o novo prêmio de risco Brasil

12 de janeiro de 2026

Confira a lista de vencedores do Globo de Ouro 2026

11 de janeiro de 2026

Centro de Línguas de Novo Gama abre vagas para cursos gratuitos

11 de janeiro de 2026

Aberto concurso com salários de até R$ 6 mil em Valparaíso

11 de janeiro de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.