Opostos, Espanha e Holanda repetem na Bahia última final

BSB Capital 13/06/2014 às 9:18, Atualizado em 13/06/2014 às 9:18

Um time é experiente e vitorioso, manteve sua base desde a última Copa, aposta tudo na posse de bola e tem sua escalação envolta pelo mistério. O outro é jovem e ambicioso, passou por grande renovação, vai jogar no contra-ataque e tem praticamente confirmados os 11 titulares. Espanha e Holanda não poderiam estar em extremos mais opostos para suas estreias …

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Um time é experiente e vitorioso, manteve sua base desde a última Copa, aposta tudo na posse de bola e tem sua escalação envolta pelo mistério. O outro é jovem e ambicioso, passou por grande renovação, vai jogar no contra-ataque e tem praticamente confirmados os 11 titulares. Espanha e Holanda não poderiam estar em extremos mais opostos para suas estreias na Copa do Mundo de 2014, nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília), em Salvador, na partida que reedita logo de cara a decisão do último Mundial – algo inédito na história da competição.

Se em 2010 a final foi equilibrada e decidida na prorrogação, desta vez a Espanha larga como clara favorita. Ainda com a maior parte da geração talentosíssima que conquistou as Eurocopas de 2008 e 2012, além do Mundial da África do Sul, o time comandado por Vicente del Bosque já sabe como vai jogar: com muito toque de bola no meio, buscando cansar o adversário e encontrar brechas para fazer um ou dois gols com tabelas rápidas.

Se o estilo está definido, a escalação ainda não. Del Bosque não deu indicações de time titular em nenhum dos treinos abertos à imprensa desde sua chegada ao Brasil, e há dúvidas principalmente no meio-campo e no ataque. A tendência é que ele escale os jogadores mais experientes, como Xavi e Xabi Alonso, e o grande ponto de interrogação é a presença de Diego Costa desde o início ou a utilização de Fabregas na função de centroavante.

Apontado como o grande perigo da Holanda no contra-ataque, Robben perdeu gol cara a cara na última final

Foto: AFP

“Quase todos os jogadores que temos aqui fizeram historia na seleção, têm jogado bem, com participação ativa em seus clubes. Mas não podemos nos qualificar como seleção veterana. É uma seleção madura, não temos medo de nada. Eles (jogadores) não estão aqui por tudo o que fizeram, mas pelo que podem fazer neste Mundial”, disse Del Bosque.

Do outro lado, a Holanda de Louis van Gaal tem poucos rostos familiares da última Copa. O trio ofensivo de Van Persie, Robben e Sneijder é mundialmente consagrado, mas do meio para trás, o que se vê é um time rejuvenescido e com pouca experiência fora do futebol holandês: dos cinco defensores e o goleiro, por exemplo, apenas o zagueiro Vlaar atua fora do país, no Aston Villa, da Inglaterra.

Sim, está correto: cinco defensores. A Holanda vai encarar a Espanha com um sistema de três zagueiros e dois alas que voltam muito para marcar, um formato relativamente novo, introduzido por Van Gaal nos amistosos de preparação pré-Copa. A estratégia será fechas os espaços, apertar a marcação e usar a velocidade e a qualidade do trio de frente para puxar os contra-ataques.

Sem nenhum treino com titulares, Espanha mantém mistério

“Alguns técnicos não gostam de mostrar a escalação, mas eu não”, disse Van Gaal. “Eles (Espanha) são os líderes do ranking, nós estamos em 15º. É importante jogar de forma compacta quando eles estiverem com a bola. Quando nós tivermos a bola, vamos procurar ir para frente. Não será fácil, tem a defesa deles também. Mas somos competentes para isso”.

Em um Grupo B que também conta com uma seleção chilena que pode surpreender, Espanha e Holanda sabem que qualquer ponto perdido será perigosíssimo. A Arena Fonte Nova verá um duelo de estilos e ideologias diferentes, mas que prometem fazer jus à reedição da partida que definiu o último campeão mundial.

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