Tácido Rodrigues
Até 22 de fevereiro, a Olimpíada de Inverno Milano-Cortina 2026, na Itália, reúne, desde sexta-feira (6), mais de 110 competições em 16 modalidades entre esportes de neve e de gelo. O Brasil mandou a maior a delegação da história, com 14 atletas, o que aumenta a expectativa por uma inédita medalha na competição, desde a estreia verde e amarela em 1992. Noruega e Estados Unidos são as grandes potências e devem travar uma batalha pelo topo do quadro de medalhas. Alemanha, Canadá e Itália devem fechar o top-5.
Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino slalom, modalidade contra o relógio, na qual os competidores descem uma pista e têm que realizar passagens obrigatórias entre marcações, é a principal esperança de pódio. O jovem de 25 anos é o segundo no ranking mundial e levou o ouro na etapa da Finlândia da Copa do Mundo.
No skeleton, onde o atleta se lança em um trenó, deitado, de barriga para baixo, e vence quem fizer o menor tempo, a gaúcha Nicole Silveira figura entre as melhores do mundo. Já Edson Bindilatti, veterano do bobsled, esporte individual, em duplas e ou em quartetos, em que o atleta desce em um trenó em pistas de gelo, vai para sua sexta Olimpíada.
Christian Oliveira e Giovanni Ongaro, do esqui alpino, Bruna Moura e Manex Silva, do esqui cross-country, e Pat Burgener, representante do snowboard halfpipe, completam a lista dos potenciais medalhistas brasileiros.
DESLOCAMENTO — Com desafios logísticos decorrentes das grandes distâncias entre os locais de competição, os brasileiros estarão presentes em Bormio, Livigno, Tesero e Cortina D’Ampezzo, distantes cerca de 400 Km entre si. “Nossa tarefa é prover a todos estes atletas que estarão lá a melhor estrutura, para que eles possam apresentar seu melhor desempenho. Será desafiador. Os locais de competição são bastante espalhados”, afirma o Consultor de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil, Jorge Bichara.
SUSTENTABILIDADE – Com um conceito de sustentabilidade e para evitar obras grandes e caras, a proposta italiana foi por uma Olimpíada descentralizada, utilizando vários locais no Norte do país que já costumam receber competições internacionais de esportes de inverno. As maiores obras foram uma nova arena indoor em Milão, que receberá os principais jogos do hóquei no gelo, e a remodelação da tradicional pista Eugênio Monti, que sediará os esportes de trenó em Cortina.