O túnel da discórdia

BSB Capital 15/11/2014 às 11:44, Atualizado em 15/11/2014 às 11:44

O diplomata Rômulo Neves, um dos coordenadores da equipe de transição do governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB), se reuniu na quarta-feira (12) com as principais lideranças de Taguatinga para ouvir as sugestões da comunidade para o próximo governo. O tema central do encontro foi o túnel previsto para ser construído no centro da cidade. De …

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O diplomata Rômulo Neves, um dos coordenadores da equipe de transição do governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB), se reuniu na quarta-feira (12) com as principais lideranças de Taguatinga para ouvir as sugestões da comunidade para o próximo governo. O tema central do encontro foi o túnel previsto para ser construído no centro da cidade.

De acordo com o projeto já aprovado e com recursos assegurados no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o túnel terá 800 metros de extensão, começando próximo de onde hoje está o viaduto central e saindo abaixo da avenida Samdu, nas imediações da Feira dos Importados. O senador Gim Argello (PTB) garante que conseguiu R$ 780 milhões para o investimento, mas a Secretaria de Obras diz que só conta com R$ 560 milhões.

foto_10122012171459Independentemente do montante a ser aplicado, a proposta atual desagrada aos taguatinguenses. O engenheiro Ademar Lamoglia, integrante do Movimento Taguatinga Unida (Movitur) defende que a obra tenha em torno de 2 mil metros. Desta forma, a entrada do túnel seria ainda na Estrada Parque Guará Taguatinga (EPTG), e a saída já próximo ao ginásio Elmo Serejo. Lamoglia tem o apoio das demais lideranças locais.

“Não adianta gastar tantos milhões de reais numa obra que não vai resolver o problema da mobilidade na cidade. Os engarrafamentos diários em horários de pico acontecem em razão do afunilamento das seis pistas de rolamento da EPTG em apenas três por cima do viaduto central. Portanto, o túnel tem que começar ainda na EPTG, nas imediações de onde existe uma passarela de pedestres”, analisa a representante do Conselho de Segurança, Marta Lima.

Da mesma forma, a saída do túnel precisa ocorrer nas proximidades do complexo de viadutos em frente ao Centro Administrativo. “Trata-se de um investimento definitivo e que, se não for bem planejado, de nada adiantará para acabar com o estresse de quem precisa andar de carro ou de ônibus em Taguatinga”, diz o engenheiro Assis Cruvinel.

Na sexta-feira (14), Rômulo Neves enviou e-mail para os participantes do encontro da antevéspera informando que a reivindicação pode ser atendida. Segundo ele, “em razão de uma disputa entre as empresas licitantes, a licitação do túnel de Taguatinga está suspensa. Acho que haverá tempo para uma eventual revisão do projeto”. Neves ainda acrescentou: “toda a equipe de infraestrutura da transição está informada sobre a rejeição da comunidade de Taguatinga em relação ao atual projeto”.

Reivindicações

Além da questão do túnel, o Movitur apresentou um elenco de reivindicações à equipe de transição de Rollemberg. “São detalhamentos de sugestões colhidas junto à comunidade para melhorias da mobilidade urbana, do sistema viário, da regularização da cidade, da preservação do meio ambiente, do paisagismo e humanização, da segurança pública e até da indicação do administrador regional”, esclareceu o presidente da Associação Comercial e Industrial de Taguatinga (Acit), Justo Magalhães.

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