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Artigo

O suicídio de pastores

  • José Matos
  • 11/11/2018
  • 21:00

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Chamou a atenção da comunidade evangélica de Brasília o suicídio de seis pastores desde o início deste ano. Um deles reclamou da falta de visitas, de apoio dos amigos e de colegas de ideal.

Embora grave, isso não é motivo para suicídio porque devemos amar e sermos gratos sem cobrar amor e gratidão de ninguém. Amor é o bem do outro quando não espero retorno e nem recompensa material ou simbólica.

Diante de tão grave conduta, as coordenações religiosas, em geral, precisam pensar seriamente no aperfeiçoamento da formação dos seus guias. Formação de pastores, padres e freiras que ignora a psicologia do autoconhecimento e comportamento precisa ser revista com urgência.

Jesus, usando como exemplo o apóstolo Pedro, o comparou a uma rocha, onde sua Igreja seria assentada. Pedro é o símbolo da fortaleza que todo guia religioso deve ser. Os requisitos mínimos são: sinceridade nas relações, vontade firme, humildade e solidariedade.

Atuando, o guia deve desenvolver sentimento de utilidade, dignidade e gratidão. Com esse alicerce vem o prazer de servir e a alegria de viver até que estes tornem-se o mesmo na doença e na saúde, na carência e na fartura, como ensinou o Apóstolo Paulo.

O guia deve conscientizar-se de que a vida de ministro é um processo de consciência de si, observação de si e aperfeiçoamento constante: hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje.

É isso que os psicólogos chamam de crescimento, e os mestres do Oriente chamam de acordar, despertar, evoluir. Alguns desenvolvem uma boa oratória, decoram capítulos e versículos, disso se orgulham, se envaidecem, e perdem a noção de si.

Humildade sempre. A humildade de Gandhi: \”Eu sou apenas o barro nas mãos do leiro”. Religião é coisa muito séria. Não é comércio. Não é prática para criar ilusão. É meio para levar o homem de volta a Deus.

Somente pessoas vocacionadas devem buscar tornar-se guias. \”Busque o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais será dado de acréscimo”.

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