José Matos (*)
“Quem despertou espiritualmente não suporta mais certos vínculos, certos ambientes, certos hábitos. O que antes era tolerável, passa a pesar. E aquilo que não vibra mais com a sua verdade começa a incomodar. Esse incômodo não é fraqueza. Não vem do Ego. É consciência pedindo realinhamento.
“Não tenha medo de perder pessoas. Tenha medo de se perder tentando agradar quem não reconhece o seu valor. As coisas boas começam a chegar quando você decide parar de aceitar o que não se alinha mais com a vida que deseja viver”.
Quem só pensa em coisas materiais, um dia sentirá o vazio que angustia, e terá de renunciar a tudo e sair em busca da verdade, em busca de significado! Como disse certa vez um velho sábio, “você não nasceu por acaso. Nasceu por uma causa, um propósito que os hindus chamam de Dharma.
Existem pessoas pobres que são imensamente ricas; elas não têm nada, mas são ricas em seu ser porque são humildes e generosas. E existem pessoas ricas que têm tudo, mas são absolutamente pobres, ocas e vazias.
Todo ser, quando evolui, busca ajudar indistintamente e, principalmente, quem lhe ajudou. Buda, após a morte, negou-se a entrar no Paraíso enquanto existissem sofredores na Terra.
“Ah… Eu gosto de ajudar, mas quando preciso ninguém me ajuda”, dizem alguns. Você não age de coração. Quando assim agir, verá que tudo muda! O bem verdadeiro não busca recompensa, reconhecimento ou aplauso. Ajuda e segue em frente, feliz, porque comportou-se como filho de Deus!
O ‘vazio’, doença da modernidade que provoca angústia e ansiedade, é o momento mais importante da vida. É um presente da vida para você lembrar-se de buscar seu propósito, sua programação existencial. Você é um ser eterno. Busque!
Sobre um ricaço que queria receber mensagem dos filhos mortos, Chico Xavier ensinou: “Não tem mensagem nenhuma porque você nunca foi pai!”. Chico estava se referindo à irresponsabilidade dele como pai.
A uma prostituta que invadiu a casa de um fariseu para lavar os pés de Jesus com perfume caríssimo, o Mestre mostrou sua compaixão e ensinou: “Vá em paz, filhinha. Os teus pecados te são perdoados porque você muito amou!”.
(*) Professor e palestrante