O Câncer é traiçoeiro: quando ataca, mata!

mmPor ,29/04/2018 às 12:21, Atualizado em 27/04/2018 às 18:27

Pela ação mortal desse tumor maligno, rotulado como câncer, perdemos, em pouco tempo, grandes amigos aqui de casa

Pela ação mortal desse tumor maligno, rotulado como câncer, perdemos, em pouco tempo, grandes amigos aqui de casa (sem contar os que a gente conhece e que são publicados quase diariamente no Obituário dos jornaisNesse rol específico, inclui-se o conhecido cientista político João Paulo Peixoto, professor da UnB, marido de Dóris Marise Peixoto, irmã espiritual de minha mulher Lêda Maria. Portanto, ela cunhada e ele meu concunhadoque só descobriu a presença do tumor dois anos antes do óbito – aliás, o que sempre acontece com frequência indesejável (*).

Nessa relação dos que partiram para o Oriente Eterno, atacados traiçoeiramente pela maldita doença, acrescento o nome de nossa eterna amiga Lúcia Garófalo, cuja linda voz toda a cidade conhecia através da locução da Brasília Super Rádio FM, principalmente na apresentação do programa diário “Um Piano ao Cair da Tarde”, transmissão que emocionava a todos os ouvintes, inclusive um certo chorão meu conhecido (eu). E relembro, com saudade, de quantas vezes levei artistas para que ela entrevistasse, incluindo nossa amiga comum, a cantora carioca Waleska, que também embarcou na viagem sem volta levada pelo câncer maldito!

Mais recentemente, estou aguardando que o SUS marque e confirme uma cirurgia autorizada por Lei de um grande amigo, sem recursos (ele não tem plano de saúde e só descobriu que tinha o tumor no pulmão há pouco tempo). Não cito o seu nome porque, por experiência própria, sei que os contaminados pela doença sentem vergonha de informar que são cancerosos, muito embora o mal não seja contagioso. Em setembro do ano passado, minha médica, Dra. Ana Maria, localizou o tumor no meu intestino. E eu sentia pudor em revelar aos meus amigos.

Mas graças à habilidade das abençoadas mãos de seu marido, o cirurgião oncologista Dr. Eduardo Vaz, ele salvou a minha vida, extirpando o tumor sem o risco de metástase, ou seja, sem que o câncer se espalhasse além do local onde começou.

(*) A todos os que lêem este texto, fica um alerta: por amor a si mesmos, não deixem de fazer o exame preventivo anual, quando o câncer poderá ser localizado no início, sendo mais fácil de extirpá-lo, prevenindo a possibilidade de metástase.

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