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O “adeus” de meu amigo Torquato Neto

  • Fernando Pinto
  • 09/11/2015
  • 15:13

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Com base na teoria de “associação de idéias”, de Freud, este início de mês trouxe a reboque uma lembrança triste do passado: em 10 de novembro de 1972, falecia no Rio de Janeiro o brilhante poeta Torquato Neto, meu dileto amigo, aos 28 anos de idade cronológica. Somado ao fato de ser ainda tão jovem, o que mais chocou a opinião pública foi a maneira de sua despedida deste mundo: ele se matou com gás, trancando-se no banheiro de seu apartamento. Sem qualquer justificativa aparente, deixou apenas uma enigmática carta manuscrita endereçada à sua mulher Ana Maria.

Antes de fazer conjecturas sobre a causa que o levou a se matar tão grotescamente, prefiro rever Torquato nos melhores momentos de sua vida, quando o conheci no Correio da Manhã. Piauiense nascido em Terezina, ele veio fazer o curso de Jornalismo no Rio de Janeiro no início da década de 1960, depois de concluir o secundário em Salvador, no Colégio Nossa Senhora da Vitória, no qual foi colega de turma de Caetano Veloso. E vale a pena relembrar quando descíamos da Redação para bater altos papos e bebericar doses de conhaque no bar que ficava defronte do jornal, na Rua Gomes Freire, na Lapa.

Culto e de alta sensibilidade própria dos poetas, Torquato Neto era o que se podia classificar de intelectual de esquerda, o que lhe valeu um forçado exílio em Londres, quando foi editado o famigerado Ato Institucional nº 5 – o AI-5, em 1968 _, dos generais ditadores que governaram o Brasil por 21 anos, de 1964 a 1985.

Voltando ao tema sobre o verdadeiro motivo de seu “ato tresloucado” (expressão que os repórteres de polícia costumavam usar quando se referiam a suicídios), com base nos versos do samba-canção que Torquato compôs, em parceria com Tom Jobim, pouco antes de morrer, “Pra Dizer Adeus”. Tudo leva a crer que ele sofrera com a perda da mulher amada:

“Adeus, / Vou pra não voltar / E onde quer que eu vá / Sei que vou sozinho / Tão sozinho, amor / Nem é bom pensar / Que eu não volto mais / Pra esse meu caminho… Ah, pena eu não saber / Como te contar / Que o amor foi tanto / E no entanto eu queria dizer / Vem, eu só sei dizer vem / Nem que seja só / Pra dizer adeus!

E é óbvio que esse adeus não era dirigido à sua esposa Ana Maria, a quem, no citado manuscrito enigmático, exaltava como “uma santa de véu e grinalda”.

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