Número de eleitores que não escolheram candidatos para Presidência aumentou

bsbcapitalPor ,07/10/2014 às 10:32, Atualizado em 07/10/2014 às 10:32

O número de eleitores que não votaram ou não escolheram candidato à Presidência da República no primeiro turno subiu em relação à primeira fase da disputa de quatro anos atrás. A soma de abstenções e de votos brancos e nulos passou de 25,19% para 27,16% do eleitorado, conforme levantamento do Correio sobre dados do Tribunal …

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O número de eleitores que não votaram ou não escolheram candidato à Presidência da República no primeiro turno subiu em relação à primeira fase da disputa de quatro anos atrás. A soma de abstenções e de votos brancos e nulos passou de 25,19% para 27,16% do eleitorado, conforme levantamento do Correio sobre dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É o maior índice de primeiro turno desde 1998, quando as ausências e os votos não válidos somaram 36,17% do eleitorado. A “turma no ninguém” passou de 36,3 milhões de brasileiros para 38,8 milhões entre 2010 e 2014, o que corresponde a um aumento de 4,5 milhões.

De maneira isolada, também foi maior a quantidade de eleitores que não compareceu às urnas no domingo, tanto em valores absolutos quanto proporcionalmente. Eram 24,6 milhões há quatro anos, ou 18,2% do eleitorado. No último domingo, a abstenção subiu para 27,6 milhões, ou 19,4% — é o maior índice de primeiro turno desde 1998. Os valores mostram que, após os protestos de junho do ano passado, as ausências continuam em alta a cada pleito.

O índice de abstenção, isolado ou somado com votos não válidos, também aumentou em relação às eleições municipais de dois anos atrás. A abstenção era de 16,4% no primeiro turno daquela disputa. Somada aos votos inválidos, o grupo que não votou em ninguém correspondia a 25,7% do eleitorado.

Biometria falhou para 8,5%
Os equipamentos de identificação biométrica falharam para 8,5% dos eleitores que utilizaram o aparelho no primeiro turno das eleições, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ontem. Estavam aptos a votar com a leitura das impressões digitais 21,6 milhões de eleitores de mais de 700 cidades em 11 estados, mas o tribunal não soube informar qual o comparecimento desse grupo de votantes. A identificação biométrica, utilizada no Brasil gradualmente desde 2008, funcionou para 91,5% dos eleitores, segundo o TSE. O índice de falhas foi sete vezes maior do que o percentual de urnas eletrônicas substituídas, que foi de 1,15%. Em várias regiões do país, houve atrasos nas votações e reclamações pelos problemas em leitores de digitais.

38,8 Milhões
Quantidade de eleitores que não votaram, anularam a indicação ou votaram em branco no domingo

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