Nordeste dá força a Dilma

bsbcapitalPor ,28/03/2015 às 21:42, Atualizado em 28/03/2015 às 21:42

Da Redação A presidente Dilma Rousseff foi buscar no Nordeste a força para melhorar os índices de avaliação de seu governo. Na quarta-feira (25), ela recebeu, no Palácio do Planalto, os nove governadores da região. Em reunião que durou cerca de três horas, os governadores manifestaram apoio político ao governo federal e se comprometem a …

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Da Redação

A presidente Dilma Rousseff foi buscar no Nordeste a força para melhorar os índices de avaliação de seu governo. Na quarta-feira (25), ela recebeu, no Palácio do Planalto, os nove governadores da região. Em reunião que durou cerca de três horas, os governadores manifestaram apoio político ao governo federal e se comprometem a ajudar a aprovar o ajuste fiscal no Congresso. A estratégia do Planalto é iniciar a recuperação da imagem da presidente a partir dos estados onde ela obteve o melhor desempenho nas urnas de outubro do ano passado.

Os governadores entregaram a Dilma uma carta na qual, segundo Ricardo Coutinho (PSB), governador da Paraíba, afirmam o “compromisso com a democracia” e dizem que Dilma ganhou a eleição presidencial “de forma limpa” e “deve governar”. “Não podemos concordar que o legítimo exercício do direito de oposição e de livre manifestação seja confundido com teses sem qualquer amparo na Constituição Federal, e que dificultam o pleno funcionamento das instituições brasileiras”, diz o texto da carta.

Dilma se encontra com governadores do NordesteA abertura de crédito foi outro assunto discutido durante a reunião, na qual os governadores apresentaram cinco pontos para apreciação da presidente. Além de novos financiamentos, foram discutidos a continuidade dos investimentos federais em andamento na região, o apoio à rede pública de saúde, a inclusão do Nordeste como laboratório para o Sistema Único de Segurança Pública e o combate à estiagem.

Dilma garantiu que os investimentos na região vão continuar e prometeu aprofundar a discussão sobre os temas propostos. O governo, portanto, condicionou a abertura de investimentos no Nordeste à aprovação do ajuste fiscal. O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também esteve na reunião e avaliou que o “gesto de solidariedade e apoio à presidenta” foi o ponto “mais relevante” do encontro.

Em nome dos estados nordestinos, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), minimizou os efeitos da lei que troca o indexador das dívidas dos estados e municípios. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira (24) e encaminhado para a análise dos senadores.  Segundo o governador baiano, o impacto será basicamente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

“O perfil e o período de contratação das dívidas dos estados do Nordeste não tem rebatimento e acolhimento com esse projeto que está no Congresso Nacional”, afirmou Rui Costa. “Para nós, é muito mais relevante discutir uma nova fonte de empréstimos e abertura de crédito para os estados, além de ver a aprovação no Senado da questão do comércio eletrônico”, concluiu.

 

Apoio ao ajuste fiscal
RSF_Dilma-Rousseff-e-governadores-da-regiao-nordeste_03Os nove governadores aproveitaram para demonstrar apoio aos ajustes propostos pelo governo federal. “É como se nós estivéssemos em um período de chuva e avistássemos longe a possibilidade de sol e um tempo melhor. Então nós vamos trabalhar para passar o mais rapidamente possível. E para isso é necessário o ajuste fiscal, que terá o apoio dos governadores do Nordeste”, declarou o baiano Rui Costa.

Para o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, é preciso ter um diálogo dos governadores com os parlamentares de suas bancadas para esclarecer possíveis questões sobre os ajustes fiscais. “Vem uma proposta e tem que ser analisada, e a partir dessa análise, com seriedade necessária, oferecer o melhor para o País. O Brasil precisa de equilíbrio”, salienta Coutinho.

Ao destacar que Dilma defendeu o ajuste fiscal do governo, o ministro Aloizio Mercadante voltou a dizer que é preciso reduzir ainda mais os gastos, a fim de se reequilibrar as contas públicas. “Mesmo que você corte ministérios, você cortará os cargos de ministros e alguns cargos associados, e isso não resolve o problema fiscal no país. O que resolve é o contingenciamento dos recursos”, afirmou.

Também participaram da reunião o vice-presidente, Michel Temer, e os ministros da Secretaria de Relações Institucionais, da Fazenda, do Planejamento e da Previdência Social. Os governadores de Alagoas, Renan Filho (PMDB); do Piauí, Wellington Dias (PT); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD); do Ceará, Camilo Santana (PT) e de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). Todos se comprometeram a conversar com suas bancadas e pedir apoio às propostas de ajuste fiscal. Eles voltarão a Brasília no dia 15 de abril.

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