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Artigo

Naquele “trono” do Palácio do Planalto está faltando ele

  • Fernando Pinto
  • 17/09/2016
  • 10:04

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Se ele estivesse vivo, teríamos comemorado no último domingo, 12 de setembro, o 114º aniversário do brasileiro mais importante (*) da História do Brasil: Juscelino Kubitscheck de Oliveira, um menino pobre que nasceu numa cidade-presépio chamada Diamantina, localizada no coração das montanhas de Minas Gerais. Filho do caixeiro-viajante João César de Oliveira e da professora Júlia Kubitscheck, o garoto que tinha o apelido de Nonô ficou órfão de pai aos três anos de idade, ingressando bem cedo no tradicional Seminário Diocesano local, onde sua mãe sonhava que ele se tornasse sacerdote católico.

Ao contrário, Juscelino ficava cada vez mais longe da batina, galgando os degraus de sobrevivência pelo próprio esforço. O primeiro passo foi ocupar o cargo de telegrafista, através de concurso público, o que o obrigou a mudar-se para Belo Horizonte. Da capital, ele faria o trampolim para a sua subida vertiginosa, com o alicerce de brilhante curso de medicina, especializando-se em urologia em Paris e estágio como cirurgião no Hospital Charité, em Berlim, construindo um cabedal para enriquecer na profissão de médico em qualquer lugar do mundo.

Mas, em vez de cobrar consultas a peso de ouro, o Dr. Kubitscheck resolveu ficar no país tupiniquim, optando pelo modesto soldo de capitão-médico da PM mineira, quando notabilizou-se como autêntico herói na Revolução Constitucionalista de 1932, ao arriscar a sua vida para salvar a de soldados com seu mágico bisturi de cirurgião. Ingressando na área política no ano seguinte, passou a ser conhecido pela sigla JK, valorizando sucessivamente postos de deputado, prefeito, governador e finalmente como o melhor presidente da República que o Brasil já teve, ao eleger-se em 1955, derrotando adversários poderosos.

Cassado pelo golpe militar de 64, quando exercia o mandato de senador por Goiás, sofreu a solidão do exílio, sendo preso e interrogado ao retornar em 67. Finalmente em liberdade vigiada, faleceu em polêmico acidente automobilístico em 22 de agosto de 1976.

 

(*) Importante porque em seu mandato presidencial, cumpriu a promessa no slogan de campanha: “Desenvolvimento de 50 anos em 5”; e, principalmente, a façanha de transferir e construir a nova Capital, Brasília, em pouco mais de três anos, abrindo a fronteira para o Centro Oeste.

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