José Matos
“A única coisa certa é que o homem não aprende”. A afirmação é do Mestre George Gurdieff. Quando pensamos que duas guerras mundiais foram suficientes, eis que, de repente, tudo é esquecido e a humanidade recua. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou extinguir a civilização do Irã. Esta mesma intenção têm alguns líderes árabes em relação a Israel.
De nada estão valendo os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre soberania e autodeterminação dos povos. Falta generosidade a pessoas e países. Nesse sentido, ensinou o Mestre Hammed no livro “Os Prazeres da Alma”. Vejamos:
“O mundo onde moramos depende de nossa colaboração, já que nenhum feito, sentimento ou pensamento passa despercebido neste sistema de humanidade interdependente do qual fazemos parte. Todos devemos contribuir (…)
(…) “O nosso altruísmo e as atitudes de amor influenciam os atos dos outros e, por consequência, criamos na Terra um ambiente renovado que igualmente nos afeta, de forma mental, emocional, social e espiritual.
“Generosidade não é tão somente uma habilidade adquirida por pessoas privilegiadas; é também uma capacidade latente em todo ser humano. Nós a desenvolvemos gradativamente, acompanhando os ritmos da vida. Um dia a benevolência será vivenciada por toda a humanidade. As pessoas generosas fazem o bem espontaneamente, são criaturas que progrediram (…) A generosidade não consiste em doar de forma abundante e descontrolada, mas em como e quando doar adequadamente.
Ao questionar alguém porque visitava sua amiga com Alzheimer se ela não lembrava dele, o velho visitante explicou: “Mas eu lembro dela”. Isto é generosidade. Aquela que ensinou Jesus: “Uma mão não sabe o que faz a outra”. Ajudar e passar!
(*) Professor e palestrante