Mortes de ciclistas no trânsito do DF tem redução de 52%

bsbcapitalPor , Zélio Maia (*)20/08/2021 às 8:30, Atualizado em 20/08/2021 às 8:56

Número representa estatística dos últimos dez anos

Campanha para estimular cuidado com ciclistas – Agência Brasília
Detran-DF também quer estimular o uso do transporte não poluente em Brasília | Foto: Arquivo Agência Brasília

Quinta-feira (19) foi o Dia Nacional do Ciclista. Para comemorar, o Detran-DF realizou ações educativas com foco no compartilhamento da via e nas atitudes seguras no trânsito. Nossas equipes da Educação de Trânsito levaram o Projeto Bike em Dia à Cidade Estrutural, onde realizaram uma blitz educativa, e à Via N1, estacionamento do Planetário, onde ocorreu a apresentação de repentistas, mímicos e companhia teatral.

Levantamento da Gerência de Estatística do Detran aponta uma redução de 52% em mortes de ciclistas na Década Mundial de Ações para Segurança Viária (2011 a 2020), em comparação com os 10 anos anteriores. De 2001 a 2010 foram registradas 511 mortes de ciclistas, e de 2011 a 2020 foram 244.

A Década de Ação pela Segurança no Trânsito foi proclamada pelas Nações Unidas e publicada em maio de 2011. Com a campanha, governos de todo o mundo se comprometeram a adotar medidas para prevenir acidentes no trânsito e reduzi-los em até 50% entre 2011 e 2020.

Nosso objetivo é zerar as mortes no trânsito do DF. Por isso, o compartilhamento de via é mais do que uma questão cultural e de formação. É uma questão de humanização. O ciclista tem direito a circular pelas faixas dos veículos, pois bicicleta também é veículo. Sou ciclista e sinto na pele o que é andar de bicicleta nas ruas.

O motorista tem que respeitar o ciclista, mas o ciclista também tem responsabilidades: não andar na contramão da via nem em calçadas, tem que descer da bicicleta para atravessar a faixa de pedestre. Por isso, estamos ampliando a quantidade de questões relacionadas aos ciclistas nos exames teóricos e passaremos a exigir esses conhecimentos nos exames práticos.

O reflexo dessa mudança, vamos ver daqui a 10 anos. Mas o importante é dar continuidade a esse trabalho.

(*) Diretor-geral do Detran-DF

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