Morador do Lago Sul pendura lixo em árvores para pedir coleta regular

bsbcapitalPor ,26/05/2015 às 8:55, Atualizado em 26/05/2015 às 8:55

Cansado de pedir a instalação de lixeiras e a coleta regular dos resíduos, morador do Lago Sul pendura em sacos, às margens do Parque Ecológico das Copaíbas, a sujeira antes espalhada no gramado. A paisagem da pista de caminhada entre a QI 27 e a QI 29 do Lago Sul, às margens do Parque Ecológico …

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20150526074923157344e (1)Cansado de pedir a instalação de lixeiras e a coleta regular dos resíduos, morador do Lago Sul pendura em sacos, às margens do Parque Ecológico das Copaíbas, a sujeira antes espalhada no gramado.

A paisagem da pista de caminhada entre a QI 27 e a QI 29 do Lago Sul, às margens do Parque Ecológico das Copaíbas, sofreu uma intervenção há uma semana. Sacos de lixo e resíduos espalhados pela rua agora estão pendurados nos galhos das árvores com fios de barbante. A atitude é uma forma de protesto para chamar a atenção, tanto do governo local quanto da população, sobre a quantidade de dejetos espalhados no endereço. No local, não há lixeiras. Para piorar, pessoas que transitam por ali jogam embalagens de marmita, latas de bebidas alcoólicas e de refrigerantes, garrafas pets, papéis e plásticos no chão. A sujeira incomoda quem vive na região. Insatisfeito com a falta de limpeza, o morador da QI 29 Edir Albino, 64 anos, decidiu expor no alto o que antes estava espalhado pelo gramado.

O aposentado classifica a manifestação como um exercício de cidadania. Edir já perdeu as contas de quantas vezes recorreu à Administração do Lago Sul para pedir limpeza e instalação de lixeiras no local. Cansado de esperar uma ação, tomou a iniciativa de pressionar o Governo do Distrito Federal (GDF) com a exposição escancarada do lixo. “Minha atitude não é insultar os moradores, mas expor para o governo que o local está abandonado. Fico revoltado com essa realidade. Intitulo o protesto como uma decoração natalina de um governo sem dinheiro e sem vergonha. Quem paga é a população”, reclama.

Morador da região desde 1983, Edir conta que a maior parte do lixo é despejada por pessoas que trabalham próximo ao endereço. No entanto, motoristas também descartam os resíduos pela janela do carro. Ao perceber a quantidade de entulhos, o aposentado começou a pendurá-los nas árvores. Ao todo, são quase 3,5 quilômetros de sacos em galhos ao longo do piquete demarcado do Parque das Copaíbas. No início do movimento, Edir usava luva cirúrgica para o trabalho manual. Agora, recolhe os restos deixados pela população sem cerimônia. “O problema é que as pessoas não encontram uma lixeira, mas isso não justifica o descarte incorreto. Carregue o seu lixo até encontrar uma. Quando tem festa, a situação piora. Recolho os resíduos durante a caminhada. Tem morador, para minha surpresa, que interpreta o manifesto de forma errada, mas essa é uma maneira de mostrar a quantidade de lixo que existe aqui.”

Entre vizinhos, há quem aprove o protesto como forma de chamar a atenção. Outros, porém, se incomodam com a quantidade de lixo pendurado. Um dos moradores, certa vez, ameaçou chamar a polícia. “ Não sou a favor do lixo. Pelo contrário, muda governo, sai governo, e nada acontece. Esses resíduos atraem, inclusive, mosquito da dengue.” No local, a roçagem do mato começou a ser feita nos últimos dias. Edir avalia que a manutenção da área verde pela Novacap teve início após o protesto. “Algo nunca funcionou de forma tão chamativa e polêmica. Cada um fazendo a sua parte, todos recebem a benesse. Se precisar, vou até o aeroporto pendurando lixos”, ressalta.

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