No último sábado, 28 de março de 2026, o Ministério da Marinha do México (Semar) trouxe uma notícia esperançosa: um avião da marinha conseguiu localizar os dois catamarãs que estavam desaparecidos desde 21 de março. As embarcações, Friendship e Tigermoth, haviam partido de Isla Mujeres com destino a Havana e foram encontradas a 80 milhas náuticas a noroeste da capital cubana.
A boa nova não parou por aí. O Semar informou que as comunicações por rádio já estão sendo restabelecidas, e um navio está a caminho para oferecer suporte.
No entanto, ainda não há informações sobre a saúde dos nove tripulantes a bordo, sendo quatro no Friendship e cinco no Tigermoth. Essa tripulação é composta por seis homens, duas mulheres e uma criança de apenas três anos, todos de diferentes nacionalidades.
Esses veleiros faziam parte de um comboio de ajuda humanitária e eram os últimos da delegação mexicana do projeto ‘Nossa América’. Essa iniciativa tinha como objetivo levar apoio a Cuba em um momento de grave crise econômica, agravada pelo embargo petrolífero dos EUA. O comboio, que transportava cerca de 30 toneladas de suprimentos – incluindo alimentos, medicamentos, produtos de higiene e até painéis solares – tinha sua chegada prevista para os dias 24 e 25 de março.
Infelizmente, após um cargueiro que também fazia parte da expedição ter atracado em Cuba na terça-feira, os dois veleiros menores perderam contato. Foi a partir desse momento que a marinha começou a mobilizar suas operações de busca.
Uma coordenação internacional foi ativada na quinta-feira, 26 de março, com o Semar trabalhando em conjunto com os Centros de Salvamento Marítimo da Polônia, França, Cuba e Estados Unidos. O objetivo era compartilhar informações em tempo real, dada a nacionalidade diversa dos tripulantes.
A Presidente Claudia Sheinbaum tocou no assunto durante sua conferência de imprensa na sexta-feira, confirmando que os tripulantes, conhecidos como ativistas, haviam perdido a comunicação em alto-mar.
Enquanto o Semar anunciou a localização dos navios e o restabelecimento do contato via rádio, ainda não se tinham detalhes sobre a condição física das pessoas a bordo ou as razões para a perda de comunicação que durou uma semana. O navio que está a caminho da área será o primeiro a trazer um relato mais completo sobre o que aconteceu.