Sinpro-DF
Em meio às denúncias veiculadas sobre a gestão do GDF Saúde INAS, uma alteração publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na terça-feira (17) virou alvo de uma interpretação que o Sinpro classifica como, no mínimo, irresponsável. Matérias veiculadas pela TV Globo e pelo portal Metrópoles dão a entender que a substituição de alguns integrantes do Conselho de Administração (Conad) do Instituto foi em resposta à crise no INAS.
A troca de membros do Conad oficializada no DODF trazia apenas alguns ajustes previstos no Regimento Interno (RI) da instituição. Pelo Decreto 46.395 de 15/10/2024, que regulamenta o RI do INAS, este deve ser composto por 15 membros (8 representantes do governo e 7 dos beneficiários do GDF Saúde. Do segundo grupo, sindicatos da educação (Sinpro e SAE) têm direito a três membros.
Com o fim do mandato da direção do Sinpro, em julho de 2025, era necessária a atualização dos representantes junto ao Conad-INAS. Por esse motivo, Ana Cristina Souza Machado foi substituída por Caio Romão. A substituição dos integrantes do Conad é, portanto, mero cumprimento do RI da instituição.
Atualmente, os membros titulares que representam o Sinpro no Conselho Administrativo são as diretoras Élbia Pires e Fátima Almeida. Na suplência, atuam Caio Romão, Vitor Hungaro e Carlos Maciel. Assim, a substituição publicada pelo governador Ibaneis Rocha é apenas o reflexo burocrático dessa nova configuração, que já vinha sendo ajustada em outros momentos.
O que seria um trâmite administrativo corriqueiro ganhou contornos de escândalo na abordagem das reportagens, que insinuaram que a troca de cadeiras do Conad seria consequência direta das polêmicas e supostas irregularidades que vêm apontando nos últimos dias envolvendo o plano de saúde dos(as) servidores(as).
O Sinpro reforça que, desde a fundação do INAS e a instituição do seu Conselho Administrativo, a postura do sindicato sempre foi a mesma: fiscalizar, acompanhar e, quando necessário, denunciar irregularidades no plano de saúde. O papel do conselho é exatamente esse: ser um órgão de controle e vigilância, e não um escudo para a má gestão.
Ao tentar inverter essa lógica e sugerir que a troca dos membros foi uma resposta aos problemas, a imprensa comete um desserviço à informação. Insinuar que estamos substituindo alguém por causa das denúncias é não entender — ou pior, deturpar — a função de um conselho fiscalizador. A troca foi feita regularmente, dentro do trânsito administrativo normal, e não tem absolutamente nada a ver com as polêmicas atuais.
Para o Sinpro, a tentativa de ligar os fatos soa como uma manobra para desviar o foco do que realmente importa: a apuração séria dos problemas do INAS e a responsabilização de quem, de fato, tem culpa — algo que o sindicato garante que continuará fazendo, dentro e fora do conselho.