Metrô renova contrato de segurança e revolta aprovados em concurso

bsbcapitalPor ,27/01/2016 às 0:46, Atualizado em 09/07/2016 às 3:40

Companhia do Metropolitano do DF vai gastar até R$ 12 milhões em seis meses com serviço de vigilância, enquanto 320 concursados esperam nomeação que está travada pela LRF     Gabriel Pontes, do Brasília Capital A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) prorrogou, na terça-feira (26), por mais seis meses, o contrato com a …

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Companhia do Metropolitano do DF vai gastar até R$ 12 milhões em seis meses com serviço de vigilância, enquanto 320 concursados esperam nomeação que está travada pela LRF
 
Falta de servidores para vender bilhetes obriga o Metrô a abrir as catracas constantemente. Foto: Divulgação
Falta de servidores para vender bilhetes obriga o Metrô a abrir as catracas constantemente. Foto: Divulgação
 

Gabriel Pontes, do Brasília Capital

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) prorrogou, na terça-feira (26), por mais seis meses, o contrato com a empresa Servi Segurança, que presta serviço de vigilância ao metrô. O valor do aditivo do contrato ultrapassa os R$ 12 milhões e totaliza R$ 2.045.792,59 por mês, assim como o último acordo firmado entre a empresa e o Governo de Brasília.

O aditivo no contrato foi feito para garantir o serviço até que o novo edital de contratação de empresa de segurança armada seja finalizado. O novo certame, portanto, corre o risco de demorar mais do que um processo normal. Isto porque o edital foi suspenso em dezembro de 2015. O deputado distrital Reginaldo Veras (PDT) entrou com uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) pedindo a suspensão do processo. O valor estimado do contrato é de R$ 1,4 milhão.

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No documento, o parlamentar afirma que o edital é uma “terceirização inconstitucional” e pede que sejam chamados os 320 aprovados no último concurso do Metrô, sendo 30 para a área de vigilância. Sendo assim, de acordo com Veras, o governo não precisaria contratar uma empresa para terceirizar o serviço de segurança do metrô.

O Metrô explica que o trabalho dos concursados e o dos funcionários da empresa terceirizada são totalmente diferentes. “A empresa presta o serviço de vigilância patrimonial armada das dependências do Metrô. Já os concursados serão contratados para prestar serviço diretamente ao público, passando informações, prestando primeiros socorros e conduzindo à delegacia quem tiver causando transtorno nos trens e estações”, disse a assessoria.

A nota da Companhia lembra ainda tem tentado convocar os 320 candidatos aprovados no último concurso, mas não pode, porque “está impedida de contratá-los em razão do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

 

De acordo com os aprovados no concurso, serviço de atendimento ao passageiro não poderia ser feito pela empresa de segurança armada. Foto: Reprodução
De acordo com os aprovados no concurso, serviço de atendimento ao passageiro não poderia ser feito pela empresa de segurança armada. Foto: Reprodução

Concursados protestam

A comissão de aprovados no concurso do Metrô montou um dossiê mostrando os funcionários da Servi Segurança fazendo o serviço que deveria ser dos concursados, como atendimento ao público e vigilância das catracas. Thiago Leite, representante dos aprovados, afirma que o valor gasto com a empresa é maior do que o custo de contratação dos servidores.

“O GDF paga cerca de R$ 11 mil por trabalhador terceirizado, enquanto aprovados no concurso receberiam R$ 2,9 mil pelo mesmo serviço”, argumenta. No total, são contratados 300 vigilantes terceirizados e 60 empregados comissionados. Ainda assim, existe um déficit de 600 funcionários que deveria ser preenchido pelos concursados.


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