Na quinta-feira, em Bruxelas, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, apresentou o relatório anual da aliança de defesa. Um dado que chama a atenção é que os países membros da NATO alcançaram um gasto recorde em defesa. Ao revisar os eventos passados, lembramos que, na declaração anual de maio de 2025, o chanceler alemão Friedrich Merz expressou sua ambição de transformar a Bundeswehr no exército mais forte da Europa.
Durante a cimeira da NATO em 2025, realizada em Haia, os aliados, com exceção da Espanha, comprometeram-se a investir anualmente cinco por cento do PIB na defesa até 2035. Para contextualizar, desse total, 3,5% serão direcionados a despesas militares diretas, enquanto 1,5% serão alocados para a infraestrutura relacionada à defesa.
Em 2025, todos os 32 membros da NATO cumpriram a meta de gastar pelo menos 2% do PIB na defesa, uma diretriz estabelecida em 2014. A Alemanha, por exemplo, aumentou suas despesas para 2,39% do PIB, o que equivale a cerca de 95 a 100 bilhões de euros. Porém, mesmo com esse aumento, não ocupa a liderança nesse ranking. A Polônia, nesse caso, se destaca com 4,30%, seguida pela Lituânia e Letônia.
Além disso, é interessante notar que a Alemanha destina 28,6% de suas despesas em defesa para novos equipamentos, superando a meta da NATO. No entanto, isso ainda não a coloca em paridade com outros países. O relatório também revela que 25,2% dos gastos alemães vão para pessoal e 40,7% para operações e manutenção. Para alcançar a meta ambiciosa de <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/merz-na-conferencia-de-munique-liberdade-nao-e-garantida" class="keyword-link" data-keyword="merz">Merz</a>, fica claro que mais investimentos são necessários.