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Cidades, Esporte

“Maldição do Bezerrão” acabou em 2024

Jogo de reinauguração do estádio, em 2008, teve suspeita de superfaturamento que ajudou a derrubar o presidente da CBF

  • Redação
  • 18/02/2026
  • 17:56

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Foto: Reprodução

Em 23 de abril de 2012, o jornalista José Cruz publicou no portal UOL a notícia com o título “A maldição do Bezerrão”. O texto se referia aos nomes das autoridades na placa de reinauguração do estádio (foto), datada de 19 de novembro de 2008, dia em que a seleção brasileira de Kaká e cia venceu Portugal de Cristiano Ronaldo por 6 a 2.

Entre os nomes cravados estava o do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Diz o texto: “preso pela Polícia Federal e que depois renunciou ao cargo acusado de corrupção no processo do “Mensalão do DEM”. Além dele, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que “se demitiu, também acusado de corrupção”. Como diz a matéria da época: “Oh, coitado!”.

O Bezerrão, principal arena do DF depois do Mané Garrincha, custou R$ 51 milhões aos cofres públicos. O jogo Brasil x Portugal teve suspeita de superfaturamento e ajudou a derrubar Teixeira da presidência da CBF.

Da inauguração até 2020, o Bezerrão era mais um elefante branco herdado de antigas administrações do Distrito Federal. Em 16 de junho de 2013, o mesmo UOL publicou outra reportagem: “Protagonista da queda de Teixeira, estádio Bezerrão precisa de reforma”.

Em 2020, durante a pandemia da covid-19, o local foi utilizado pelo GDF como hospital de campanha. Ao fim da pandemia, foi reformado, ao custo de R$ 3,5 milhões, e reinaugurado em dezembro de 2023. No ano passado, o Gama terminou o Campeonato Brasiliense com a maior média de público da competição: média superior a 6 mil pagantes por jogo. Treze anos depois da “maldição do Bezerrão”, o estádio voltou a ser a casa do Alviverde, que lidera o Candangão 2026.

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