Vanessa Galassi
Num momento de forte efervescência política no Distrito Federal, professores(as) e orientadores(as) educacionais realizarão assembleia geral com paralisação dia 18 de março, às 9h30, no estacionamento da Funarte. O primeiro encontro do ano traz na pauta o debate e a aprovação do calendário de lutas 2026, que reúne temas decisivos para o avanço de direitos e conquistas da categoria.
Um dos principais pontos do calendário de lutas 2026 é o fortalecimento da pressão pela continuidade da reestruturação da carreira do magistério público, rumo à Meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), que equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente.
BANCO DE APROVADOS – O calendário de lutas 2026 ainda traz como pauta a nomeação de todas as pessoas aprovadas no concurso público de 2022. As 3 mil nomeações feitas recentemente para a rede pública, resultado da greve da categoria, foram fundamentais para o fortalecimento do quadro de efetivos. Mas o quantitativo não supre a carência existente na rede. Enquanto isso, há mais de 2 mil pessoas aprovadas aguardando nomeação.
A luta também é por um novo concurso público para o magistério. Há diversas áreas com carência de profissionais e sem banco de aprovados para nomeação. O acordo de greve de 2025 garante publicação de edital neste ano para novo concurso público para a educação.
IPREV – Para o Sinpro, a garantia de agilidade na concessão das aposentadorias dos(as) profissionais do magistério público também deve ser item do calendário de lutas 2026. O sindicato vem realizando uma série de ações junto ao Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev) e exige, entre outras questões, a flexibilização e a transparência nas informações exigidas para a concessão das aposentadorias.
“FORA IBANEIS/CELINA” – Ainda está no calendário de lutas 2026 o movimento “Fora Ibaneis/Celina”. O objetivo é garantir um futuro para a educação pública do DF. Desde a primeira gestão, Ibaneis tem intensificado o sucateamento da educação pública com uma redução progressiva de recursos financeiros no setor.
Em 2019, o percentual da educação sobre o orçamento total era de 17,9%, e caiu para 14,4% em 2024. Apesar de uma leve recuperação projetada para 2025 (15,3%), a tendência de redução da participação da educação nos recursos públicos se concretizou no ano passado e tem grandes chances de avançar em 2026.
Paralelamente, o governo Ibaneis/Celina comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres do Banco Master e fez forte campanha para a compra da instituição liquidada pelo Banco Central por ter um rombo bilionário. Em depoimento, o dono do Master, Daniel Vorcaro, afirmou que tratou pessoalmente da venda do banco com o governador do DF.