Neste sábado, 28 de março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Brasil em apoiar a candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Para Lula, após oito décadas de existência, é chegada a hora de a ONU ser liderada, “finalmente”, por uma mulher.
A candidatura de Bachelet foi apresentada no início de fevereiro, em uma ação conjunta dos governos do Chile, Brasil e México. No entanto, na última terça-feira, dia 24, o Chile decidiu retirar seu apoio. O governo chileno justificou essa decisão, afirmando que o contexto eleitoral atual, com a dispersão das candidaturas latino-americanas e as divergências com alguns atores importantes desse processo, tornava inviável tanto a candidatura quanto suas chances de sucesso.
Bachelet, que é uma figura de centro-esquerda, havia sido indicada durante a administração do ex-presidente Gabriel Boric, um político de esquerda. Porém, sob a liderança de José Antonio Kast, um político de extrema direita, o Chile recuou em sua indicação. Apesar disso, o governo chileno declarou que, caso Bachelet opte por continuar sua candidatura, se absterá de apoiar qualquer outro candidato neste pleito, em consideração ao histórico da ex-presidente.
Enquanto isso, o México, sob a liderança da presidenta Claudia Sheinbaum, mantém sua posição de apoio a Bachelet. Em suas redes sociais, Lula enfatizou que a ex-presidente chilena possui “todas as credenciais” necessárias para se tornar a primeira mulher latino-americana a liderar a ONU, ressaltando seu papel na promoção da paz, fortalecimento do <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/lula-critica-intervencoes-dos-eua-na-venezuela-e-defende-multilateralismo" class="keyword-link" data-keyword="multilateralismo">multilateralismo</a> e a necessidade de colocar o desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional.
“O <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/raphinha-e-wesley-desconvocados-da-selecao-brasileira" class="keyword-link" data-keyword="brasil">Brasil</a> continuará a apoiar, junto com o <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/mexico-lanca-voos-para-cuba-com-ajuda-humanitaria-crucial" class="keyword-link" data-keyword="méxico">México</a>, a <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/candidatura-de-marine-le-pen-em-2027-procuradores-liberam-sinal-verde" class="keyword-link" data-keyword="candidatura">candidatura</a> de <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/lula-apoia-michelle-bachelet-para-secretaria-geral-da-onu" class="keyword-link" data-keyword="michelle bachelet">Michelle Bachelet</a> ao cargo de Secretária-Geral da ONU. Bachelet é altamente qualificada, com o melhor currículo para a função, tendo sido presidenta de seu país em duas ocasiões, além de ter atuado como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/onu-alerta-mais-de-10-mil-colombianos-recrutados-como-mercenarios" class="keyword-link" data-keyword="onu">ONU</a> Mulheres”, escreveu <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/lula-lidera-entre-eleitores-do-centro-superando-flavio-bolsonaro" class="keyword-link" data-keyword="lula">Lula</a>.
Atualmente, o cargo de secretário-geral das Nações Unidas é ocupado pelo português António Guterres, que foi reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos (2022-2026), após ter iniciado sua gestão em janeiro de 2017. O novo secretário-geral assumirá suas funções em 1º de janeiro de 2027.