O presidente Lula, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), lançou nesta quarta-feira (7) uma rede nacional de hospitais públicos voltada à incorporação de inteligência artificial e telemedicina na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa pretende acelerar a triagem de pacientes, ampliar o atendimento remoto e reduzir filas, sobretudo em casos de urgência e alta complexidade.
Batizada de Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes, a estrutura terá sede em São Paulo e reunirá unidades de diferentes regiões do país. O projeto prevê o uso de sistemas digitais na avaliação inicial dos pacientes, além da conexão remota entre hospitais e especialistas, mesmo à distância.
Entre as medidas anunciadas estão UTIs interligadas por plataformas digitais, ambulâncias equipadas com tecnologia 5G para monitoramento em tempo real e suporte à realização de procedimentos remotos. Segundo o Ministério da Saúde, a integração permitirá o compartilhamento de informações clínicas e a antecipação de riscos de agravamento dos quadros.
O núcleo da rede funcionará no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), onde será instalado o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente. A unidade deve entrar em operação em 2027, com foco em atendimentos de alta complexidade, incluindo leitos de emergência, UTIs e centros cirúrgicos. O investimento previsto é de R$ 1,7 bilhão, financiado pelo Novo Banco de Desenvolvimento, ligado ao Brics.
Além disso, o governo federal anunciou mais R$ 1,1 bilhão para a modernização de hospitais do SUS em diferentes regiões, com compra de equipamentos e reforço do custeio. A rede contará com UTIs inteligentes integradas em hospitais de 13 estados, nas cidades de Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF).