Lei Seca faz sete anos, mas ainda é alvo de desrespeito no Distrito Federal

BSB Capital19/06/2015 às 7:59, Atualizado em 19/06/2015 às 7:59

A média diária de motoristas pegos embriagados no DF, de janeiro a maio, é 50% maior do que a de 2014. Desses, 865 foram presos. Em todo o ano passado, 1.435 acabaram na cadeia. Para o Detran, os números refletem a intensificação das blitzes Com sete anos completados hoje, a lei seca tem sido alvo …

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Blitz do Detran no Eixo Monumental: 6.423 multas emitidas nos cinco primeiros meses de 2015

A média diária de motoristas pegos embriagados no DF, de janeiro a maio, é 50% maior do que a de 2014. Desses, 865 foram presos. Em todo o ano passado, 1.435 acabaram na cadeia. Para o Detran, os números refletem a intensificação das blitzes

Com sete anos completados hoje, a lei seca tem sido alvo de desrespeito recorde no Distrito Federal. Em 2015, a média diária de condutores pegos alcoolizados ao volante é 50% maior do que a registrada em 2014: 42 por dia, contra 28. Entre janeiro e maio último, as autoridades de trânsito emitiram 6.423 multas — foram 10.119 durante todo o ano passado. O percentual de infratores que vai parar na cadeia pelo crime de dirigir bêbado também aumentou 50%. Este ano, 865 foram presos porque o bafômetro constatou concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. A média é de seis por dia. Nos 12 meses de 2014, 1.435 acabaram autuados criminalmente pela conduta, com média diária de quatro casos.

Somente depois de duas autuações, a estudante de publicidade Eduarda Pontual, 23 anos, mudou o hábito. Em 2011, ela foi parada em uma blitz e, ao soprar o bafômetro, os agentes verificaram que ela estava alcoolizada. “Faltavam apenas sete dias para eu receber a carteira definitiva”, lembra. No ano passado, Eduarda foi abordada por uma viatura do Departamento de Trânsito (Detran). Ela se negou a fazer o teste do bafômetro, mas, ainda assim, teve a carteira suspensa novamente. “Desde então, só saio à noite de táxi. Ninguém se arrisca mais. Isso torna até a viagem mais barata porque, normalmente, dividimos o valor”, explica, garantindo que sua escolha é compartilhada pelos amigos. Mesmo que tenha perdido a carteira, ela é uma defensora da lei. “Fico com medo porque vejo cada acidente de arrepiar e, na maioria deles, causado pela bebida.”

Para o Detran, os números são reflexo da intensificação das blitzes. “Temos procurado abordar o máximo possível de condutores. Com isso, conseguimos identificar um número maior de pessoas em infração de trânsito, entre elas, a ingestão de álcool. Hoje, concentramos nossos esforços para evitar o álcool na direção, o uso do celular, a falta de cinto de segurança e de habilitação, além da velocidade excessiva”, afirma Silvain Fonseca, diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran.

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