Jovem que atropelou e matou ciclista ganha liberdade

bsbcapitalPor ,24/04/2017 às 8:31, Atualizado em 18/09/2017 às 21:39

Pagamento de fiança de R$ 5 mil garantiu à universitária responder pelo crime fora da cadeia. Motorista passou a noite numa festa open bar, estava bêbada e acredita ter dormido ao volante

Apesar das tentativas de reanimação, o ciclista não resistiu aos ferimentos. Foto: Divulgação/CBMDF

A motorista Mônica Karina Cajado Lopes, 20 anos, que ficaria presa por ter atropelado e matado o ciclista Edson Antonelli, 61 anos, na QI 7 do Lago Norte, na manhã de domingo (23), responderá pelo crime em liberdade. Ela pagou R$ 5 mil de fiança. Seus crimes: homicídio culposo (sem intenção de matar) e embriaguez ao volante.

Enquanto a jovem universitária saía da prisão por decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) nessa segunda-feira (24), familiares e amigos de Edson revoltavam-se no sepultamento do ciclista, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. “Para a família dessa pessoa (Mônica), em 15 dias isso vai passar (…) Mas a nossa vida nunca mais será a mesma”, disse a viúva Rose Antonelli.

Embriaguez

Aos policiais, Mônica contou que saiu de uma festa na Torre Digital e foi de Uber até a QI 12 do Lago Norte, onde havia deixado seu carro. Pegou o veículo e, segundo relatou aos agentes, dirigia a 70 Km/h quando, “acreditando ter dormido”, escutou a pancada e percebeu o acidente.

O teste do bafômetro feito por agentes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) detectou que ela dirigia com 0,865 miligrama de álcool por litro de ar expelido — muito além do 0,3 miligrama já considerado crime. A festa onde a motorista estava, chamada Surreal, era open bar.

Mônica Karina disse ainda que tentou socorrer a vítima e pediu ajuda a pessoas que passavam pelo local, mas o ciclista, apesar das tentativas de reanimação feitas pelos socorristas, não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado como embriaguez ao volante.

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