Jovem planejou por um ano matar estudante em Alexânia

BSB Capital07/11/2017 às 9:06, Atualizado em 06/04/2022 às 15:18

Segundo a polícia, ele tentou aproximação com Raphaella Noviski, de 16, mas não foi correspondido, em Goiás

Estudante Raphaella Noviski, de 16 anos, foi morta a tiros no Colégio Estadual 13 de Maio, em Alexânia, Goiás. Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Civil diz que Misael Pereira Olair, de 19 anos, preso suspeito de matar a tiros a estudante Raphaella Noviski, de 16, planejou o crime por um ano. A jovem foi morta, na manhã desta segunda-feira (6), dentro de um colégio estadual de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a delegada Rafaela Azzi, Misael cometeu o crime porque foi rejeitado pela vítima.

“Eles moravam no mesmo bairro. Ela era conhecida de vista, então, ele a adicionou no Facebook, tentou se aproximar, mas ela recusou. A cada recusa, ele tinha mais raiva, então o amor se tornou ódio e há um ano premeditou matá-la. Foi o tempo para juntar R$ 2,3 mil para comprar revólver e munição”, disse a delegada.

Segundo a investigadora, o rapaz, que já foi ouvido e encaminhado para o presídio da cidade, deve ser autuado pelo crime de feminicídio.

Polícia apreendeu máscara, revólver, munição, faca e chumbinho com suspeito de matar estudante em Alexânia, Goiás

“Inicialmente, foi homicídio qualificado, mas depois da oitiva se vê que se trata de uma situação de gênero, por visualizar a mulher como propriedade, ceifou a vida dela, atirou no rosto de uma menina que não quis se relacionar. Vê a desqualificação da mulher”, explicou Rafaela.

A delegada conta que o autor afirmou que não se arrepende. “Alexânia foi surpreendida por um crime dentro de uma unidade educacional. Estamos perplexos com a situação, com a frieza dele, com a falta de arrependimento. Ele diz que não está arrependido”.

Ainda de acordo com Rafaela, o suspeito afirmou que pretendia se matar após o crime. “No final do interrogatório, ele deu uma risada e disse: ‘vou contar, eu ia dar cabo na minha vida com uma mistura de chumbinho que vi como era feito na rede social’. Ia tomar o veneno e efetuar um disparo, porque não queria sobreviver”, disse a delegada.

Deixe um comentário

Rolar para cima