Jovem de 23 anos é preso acusado do primeiro estupro virtual no DF

bsbcapitalPor ,11/09/2017 às 13:06, Atualizado em 06/04/2022 às 15:18

Homem também é acusado dos crimes de extorsão, armazenamento de conteúdo pornográfico e lavagem de dinheiro

O suspeito se passava por mulher nas redes sociais para atrair e enganar vítimas. Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil do Distrito Federal  prendeu um homem, de 23 anos, acusado dos crimes de extorsão, estupro virtual, armazenamento de conteúdo pornográfico de menores e lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu, na terça-feira (5), na cidade de Parnamirim/RN, após cumprimento de mandado de busca e apreensão e de prisão temporária. O preso fez cinco vítimas no DF.

O homem se passava por uma mulher nas redes sociais para conquistar a amizade de mulheres e, em determinado momento, fazia a proposta de trocar imagens e fotos íntimas. De posse desse material, ele se revelava e passava a extorquir e exigir determinadas condutas sexuais das vítimas sob a ameaça de divulgar o material. Em alguns casos, ele exigia dinheiro.

Aqui no DF, há o registro de cinco ocorrências de crimes praticados contra três mulheres e duas adolescentes. Inclusive, contra uma delas, uma menor de 18 anos, já está configurado o estupro virtual.

No computador do autor, os policiais localizaram cerca de 10 mil arquivos de vídeos e fotos. Segundo a delegacia, a investigação será aprofundada. “É necessário verificar a extensão da atividade criminosa gerida pelo autor, haja vista o farto material apreendido que indica a existência de inúmeras outras vítimas, inclusive de outras unidades da Federação”, informou a delegada-chefe da DEAM, Sandra Melo.

De acordo com a delegada da DEAM, o autor afirmou que praticava os delitos desde 2012. “Ele alega, ainda, que apagava, periodicamente, arquivos das vítimas para liberar espaço no computador. A última limpeza foi realizada em maio deste ano. Isso significa que temos muito mais vítimas do que está arquivado”, ressalta da delegada.

O criminoso afirma ter obtido três depósitos de vítimas. Ele exigia de R$ 300 a R$ 1,5 mil para que as imagens não fossem divulgadas nas redes sociais e chegassem até amigos e familiares das vítimas.

A ação policial foi batizada de Operação Apate, que na mitologia grega era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude.d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

Deixe um comentário

Rolar para cima