Investigação da PF faz buscas em Brasília e dois estados

bsbcapitalPor ,25/06/2015 às 9:54, Atualizado em 25/06/2015 às 9:54

Policiais vão a agência de comunicação ligada à primeira-dama em Brasília. Ministério Público e ministro do STJ rejeitaram apreensões na casa do governador de Minas, pedida pela PF. Ministro não aceitou vasculhar diretório do PT mineiro   Curitiba – A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (25/6) mandados de busca e apreensão determinados pelo Superior Tribunal …

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pimentelPoliciais vão a agência de comunicação ligada à primeira-dama em Brasília. Ministério Público e ministro do STJ rejeitaram apreensões na casa do governador de Minas, pedida pela PF. Ministro não aceitou vasculhar diretório do PT mineiro
 

Curitiba – A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (25/6) mandados de busca e apreensão determinados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em investigação contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Ele é suspeito de cometer falsidade na prestação de contas eleitoral e lavagem de dinheiro. A ações da 2ª fase da Operação Acrônimo ocorrem em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo.

Hoje, os policiais bateram à porta da agência de comunicação Pepper, em Brasília, que atua para políticos ligados ao PT. Segundo contaram ao Correio fontes com acesso ao caso, os investigadores entendem que a empresa tem ligações com a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira.

Ao todo, a PF pediu busca em 31 lugares, mas nem todos foram atendidos. Os delegados queriam fazer ação em três endereços do próprio governador Fernando Pimentel, mas o Ministério Público e o ministro relator do caso, Herman Benjamin, não aceitaram.

Os agentes e delegados queriam revistar o Palácio da Liberdade, a residência do governador e a última casa em que ele residiu.

O Ministério Público concordou com o pedido da PF para fazer buscas no Diretório do PT em Minas Gerais, mas Benjamin não aceitou. A decisão do ministro foi concedida ontem.

Conexão com Lava-Jato

Em depoimento à Operação Lava-Jato, um dos donos da empreteira Engevix, Gerson Almada, disse que o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, pediu dinheiro para a campanha de Pimentel. O pedido foi feito em 5 de dezembro de 2013, conforme anotação em agenda do empreiteiro apreendida pela PF, quando ele ainda era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Almada afirmou que não pagou nada, mas a Engevix fez doação de R$ 190 mil ao diretório do PT em Minas em 8 de agosto de 2014. Apesar disso, fontes com acesso à investigação da Acrônimo disseram ao Correio que esse fato – relatado na Lava-Jato – não foi incluído na apuração contra Pimentel no STJ.

Bené é um dos principais alvos da Acrônimo. Ele negou o encontro com Almada para tratar de dinheiro. A assessoria de Pimentel – que nega qualquer irregularidade praticada por ele e por sua mulher – disse ao jornal O Estado de S.Paulo ontem que não houve doações do empreiteiro investigado na Lava-Jato.

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