Interação medicamento e nutriente

BSB Capital 02/02/2015 às 10:21, Atualizado em 02/02/2015 às 10:21

Algumas pessoas consideram-me radical em certas decisões que tomo, especialmente agora, depois de ser mãe. Penso e leio muito antes de oferecer qualquer coisa para o meu filho, desde alimentos até medicamentos. Aliás, tenho muito mais cuidado com estes últimos. Até os seis meses de vida, tudo foram flores – como o pediatra havia me …

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Algumas pessoas consideram-me radical em certas decisões que tomo, especialmente agora, depois de ser mãe. Penso e leio muito antes de oferecer qualquer coisa para o meu filho, desde alimentos até medicamentos. Aliás, tenho muito mais cuidado com estes últimos.

Até os seis meses de vida, tudo foram flores – como o pediatra havia me dito. Meu filho não teve nenhum probleminha de saúde, nada de gripe, nada de nada… Meu leite o protegia de tudo. Até o sexto mês de vida, crianças amamentadas no peito dificilmente ficam doentes. O sistema imunológico da mãe os protege.

Bom, foi só completar o sexto mês – e começar a introdução alimentar complementar – e veio a primeira gripe. Eu sabia que seria assim, pois ele, a partir daquele momento, estava trabalhando por si só. Seu sistema imunológico estava reconhecendo novos vírus e formando seu próprio exército de defesas.

A questão é que a febre que acompanha a gripe aterroriza os pais e os avós. O pediatra dele me explicou e eu li muito e vi que a febre faz parte do processo. Portanto, é normal, mas que a partir de certo ponto eu deveria dar um antitérmico – o mais comum é o paracetamol. Aí começou o meu dilema. Fui atrás de um medicamento antroposófico, feito de compostos naturais que auxiliaram o seu organismo a responder sozinho e baixar a febre. Não dei o paracetamol.

Toda essa história para chegar num alerta para quem toma paracetamol frequentemente. Esse medicamento é inibidor da disponibilidade de aminoácidos sulfurados (cisteína e metionina), presentes em alimentos como couve, couve de Bruxelas, brócolis, repolho e couve-flor.

O metabolismo do paracetamol é no fígado, e lá ele usa esses aminoácidos sulfurados para ser eliminado do corpo. Ou seja, ele precisa ser sulfatado no fígado e quem fornece o enxofre para que isso aconteça são esses aminoácidos. A consequência disso é a diminuição na produção de glutationa, que participa do sistema natural de antioxidantes do corpo (glutationa redutase e glutationa peroxidase).

Portanto, o alerta é não fazer auto-medicação e comer diariamente fontes de aminoácidos sulfurados. Seu corpo agradecerá!

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