Ingresso mais barato para mulheres pode ser proibido no Brasil

BSB Capital 29/06/2017 às 18:40, Atualizado em 18/09/2017 às 21:12

Segundo juíza, cobrança diferenciada é ilegal

A entrada masculina era R$ 440 e a feminina, R$ 340, no pedido de liminar feito pelo brasiliense. Foto: Reprodução

Liminar solicitada no Tribunal de Justiça do DF pode proibir a cobrança de ingresso mais barato para mulheres nas baladas brasileiras. O autor da ação não queria aceitar pagar mais que as mulheres em uma festa da produtora R2. A entrada masculina era R$ 440 e a feminina, R$ 340. A juíza negou analisar o pedido com urgência, mas adiantou que a cobrança diferenciada é ilegal.

Segundo a juíza do CEJUSC/Brasília, Caroline dos Santos Lima, a cobrança de valores diferentes a depender do gênero é “flagrante ilegalidade”: “Não é ‘porque sempre foi assim’ que a prática discriminatória haverá de receber a chancela do Poder Judiciário”. Caroline dos Santos aponta ainda em sua decisão que a prática afronta a dignidade das mulheres, ainda que de forma sutil e velada.

“Não pode o empresário-fornecedor usar a mulher como ‘insumo’ para a atividade econômica, servindo como ‘isca’ para atrair clientes do sexo masculino”, diz magistrada.

Em nota, a empresa contratante do show afirma que agora irá rever a prática de cobrança diferenciada de ingressos. E que só se utiliza dessa ação por ser “recorrente em todo o país”.

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