Cerca de 1,7 milhão de brasileiros tiveram os aplicativos como principal fonte de renda em 2024, número que representa 1,9% dos trabalhadores do setor privado e que mostra crescimento em relação ao ano anterior, quando eram 1,3 milhão. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17).
Segundo o levantamento, a maioria desses trabalhadores é homem (83,9%), com idade de 25 a 49 anos (71,5%) e ensino médio completo (63,4%). A busca por uma renda melhor e maior flexibilidade de horário são as principais motivações para o trabalho por aplicativos.
A renda média deste grupo é de R$ 2.996, valor maior que a média do setor privado (R$ 2.875). Apesar disso, os trabalhadores de aplicativo têm carga horária, em média, 5,5 horas maior por semana. Outro recorte aponta que 53,1% usavam apps de transporte particular de passageiros, 29,3% atuavam com entregas de comida e produtos, 17,8% utilizavam plataformas de serviços gerais ou profissionais, e 13,8% trabalhavam com aplicativos voltados para taxistas.
A região Sudeste concentrou mais da metade desses trabalhadores (888 mil), seguida pelo Centro-Oeste e Norte, que tiveram os maiores crescimentos de 2022 a 2024. Além disso, o Nordeste (87,7%) e o Norte (84,9%) apresentaram os maiores índices de informalidade, enquanto o Centro-Oeste teve o menor (61%).