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Cultura, Gastronomia

Hot dog coreano conquista brasilienses

Conheça a história do YumYum!, sucesso que faz parte do Nosso Natal 2025

  • Nathália Guimarães
  • 26/12/2025
  • 12:00

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Foto: Reprodução/Instagram

Massa crocante, queijo derretido, salsicha quentinha, e açúcar e pimenta por cima. Com esse hot dog coreano — que poderia muito bem ter saído de um k-drama — Suzana Maria Maia Veras, 28, conquistou os fãs de cultura asiática, e depois, toda a capital federal. Dona do restaurante YumYum!, ela transformou uma receita de comida de rua na fila mais longa dos festivais de Brasília.

O sucesso começou ainda na pandemia: um hot dog coreano vendido pelo iFood, preparado dentro de um condomínio fechado, quando os clientes — em sua maioria asiáticos — sempre apareciam com novos pedidos. Do delivery, o YumYum! virou sensação em festivais asiáticos, onde as filas davam voltas. 

“Teve evento em que pessoas ficaram quatro horas esperando, duas para pedir e duas para pegar o hot dog. E tem cliente que fala: ‘eu só como em vocês no evento’. Eu acho que ainda é uma culinária que o pessoal pensa ‘hoje eu quero comer algo diferente”, analisa.

E a agenda segue cheia até o fim do ano. O YumYum! estará presente na programação do Nosso Natal, na Esplanada dos Ministérios, levando a famosa comida de rua coreana para ainda mais brasilienses.

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Da massa italiana para a comida de rua coreana

A trajetória de Suzana começa muito antes do sucesso dos eventos. E para a surpresa de todos, não há ligação com k-pop. Antes de chegar à comida de rua coreana, ela percorreu pela contabilidade, aeronáutica e dentro de cozinhas profissionais.

A relação com a culinária começou por necessidade. Como o irmão tinha seletividade alimentar e passava meses comendo os mesmos pratos, Suzana viu na cozinha uma forma de fugir da repetição.

Aos 12 anos, já se arriscava no fogão. Aos 15, trabalhava em eventos, no setor de frios. Aos 17, entrou para um grande restaurante de três andares: começou como hostess, virou bartender e depois foi para a cozinha. “Eu trabalhei em um restaurante francês e italiano. Eu fazia de tudo, e comecei a me apaixonar pela área. Lá aprendi sobre massa, que me levou para o ramen japonês, e estudando a cultura japonesa, aprendi sobre a coreana”, relembra.

Ela explica que enquanto estudava a cultura nipônica, conheceu os animes, e após isso, entrou em contato com as séries coreanas, conhecidas como k-dramas. “Várias comidas aparecem nas produções, e aí a gente pensa ‘poxa, queria tanto comer isso.’ Como eu já era da cozinha, fui fazendo lanches em casa.”

Suzana Veras: “Várias comidas aparecem nas produções, e aí a gente pensa ‘poxa, queria tanto comer isso.’ Como eu já era da cozinha, fui fazendo lanches em casa.”

Após estudar sobre aviação civil, Suzana escolheu cursar ciências aeronáuticas. Então, para pagar a faculdade, decidiu abrir um negócio que gostava. “Eu já tinha seis anos de cozinha. E agora o curso está trancado, porque o restaurante coreano deu muito certo”, conta entre risadas.

De acordo com ela, o plano inicial era abrir um restaurante de comida de rua japonesa, diferente dos tradicionais restaurantes de sushi. Na época, ela já pensava em incluir o hot dog coreano na entrada do menu. “Só que um colega, que já tinha morado no Japão e na Coreia do Sul, voltou para o Brasil. Ele me disse ‘se eu fosse você, cortava o japonês e investia no coreano. Seu dog está até melhor do que alguns que eu comi lá.”

Se há algo que guia as decisões de Suzana, é a busca pelo novo. “Desde sempre, tudo que eu abri foi pensando no que não era comum. Sempre gostei do diferente”, afirma.

Ponto fixo

O sucesso levou Suzana a abrir um ponto fixo. Primeiro veio o restaurante no Sudoeste, mantendo a proposta da comida de rua coreana, com porções menores e acessíveis. Em seguida, ela abriu uma nova unidade em Águas Claras, e um café coreano ao lado — um espaço pensado para ampliar a experiência e aproximar o público do universo asiático.

No cardápio, bebidas inspiradas em cafeterias coreanas dividem espaço com criações autorais, que dialogam com o paladar brasileiro. “O café veio como um complemento. Um lugar onde as pessoas podem sentar, experimentar, conhecer algo novo”, explica.

Bebidas e ichigo sando (sanduíche doce) disponíveis no YumYum! Coffee. Foto: Nathália Guimarães

E a cafeteria ainda vai passar por mudanças: a expectativa é transformá-la em um Café Colab, um encontro de marcas asiáticas independentes. A ideia é reunir doces, bebidas, produtos, ecobags, canecas, photocards e até ramen importado.

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