Homicídios e trânsito são os que mais matam no Brasil

BSB Capital 30/05/2014 às 21:20, Atualizado em 30/05/2014 às 21:20

DF é a décima região metropolitana mais violenta do país Ray Cunha O Ministério da Saúde apresentou na terça-feira (27) o Mapa da Violência 2014, com dados do Sistema de Informações de Mortalidade. Cresceu o número de assassinatos no Brasil. Em 2012, foram registrados 56.337 homicídios, o maior índice desde 2002. Nesse intervalo, a média …

Homicídios e trânsito são os que mais matam no Brasil Leia mais »

DF é a décima região metropolitana mais violenta do país

Ray Cunha

O Ministério da Saúde apresentou na terça-feira (27) o Mapa da Violência 2014, com dados do Sistema de Informações de Mortalidade. Cresceu o número de assassinatos no Brasil. Em 2012, foram registrados 56.337 homicídios, o maior índice desde 2002. Nesse intervalo, a média é de 50 mil pessoas assassinadas todos os anos. Fora as 43 mil mortes anuais no trânsito, segundo estatística oficial.

Os homicídios no nível nacional cresceram 13,4% entre 2002 e 2012, passando de 49.695 para 56.337. No trânsito, de 2002 a 2012, o número de vítimas fatais pulou de 33.288 para 46.581, um aumento de 38,3%.

AgenciaBrasil191012_DSA3138ANo mesmo período, o número de mortes por suicídio passou de 7.726 para 10.321, um aumento de 33,6%.. “O número de suicídios eleva-se de forma contínua e sistemática ao longo da década”, observa o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Em Brasília, onde se paga os melhores salários para os policiais civis e militares, a violência cresce da mesma forma que nas demais zonas metropolitanas brasileiras. O DF ocupa, hoje, o décimo lugar em violência entre as unidades da Federação: 34,2 homicídios para cada 100 mil habitantes.

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) informou que somente em janeiro deste ano foram assassinadas 75 pessoas no DF e que o efetivo da PM foi reduzido, nos últimos anos, de 19 mil para 15 mil homens.

Segundo a professora do Departamento de Estatística da Universidade de Brasília (UnB), Ana Maria Nogales, “Brasília tem um centro projetado para ter alta qualidade de vida e uma periferia excluída desse sonho da cidade modelo. Não é mais ilha da fantasia. Está mais perto de qualquer grande cidade brasileira”.

Nas décadas de 1980 e 1990, Brasília se tornou o paraíso dos grileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do DF, nos anos de 1960, era de 140.154 habitantes; na década de 1970, pulou para 537.492; nos anos de 1980, subiu para 1.176.935; em 1991, estava em 1.601.094; em 2000, atingiu os 2.051.146; e em 2013 foi estimada em 2.789.761 moradores.

A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) compreende 19 municípios de Goiás e três de Minas Gerais, totalizando uma população de 4.041.042 (IBGE/2008). Luziânia, Valparaíso, Novo Gama e Águas Lindas, todas de Goiás, são as mais explosivas; o distrito de Jardim Ingá, em Luziânia é uma das regiões mais violentas do país, tanto que a Força Nacional, uma espécie de polícia militar federal, requerida em casos especiais, reforça, há anos, o policiamento no Entorno Sul, tomado por barões das drogas.

A unanimidade dos economistas já disse, ad nauseam, que a solução não só para a violência, mas para o desenvolvimento do país, é investimento maciço e nunca descontinuado em educação, embora esse setor seja o mais desprezado. O senador, ex-governador do DF, ex-reitor da UnB, ex-ministro da Educação e ex-candidato à Presidência da República, Cristovam Buarque (PDT), defende a federalização do nível básico da educação pública, levando-se a todas as unidades de ensino do País o mesmo nível de qualidade das escolas federais, além de defender que o professor ganhe um piso salarial de R$ 9,5 mil.

Deixe um comentário

Rolar para cima