Greves à vista

bsbcapitalPor ,06/06/2015 às 17:22, Atualizado em 06/06/2015 às 17:22

Funcionários da mobilidade urbana prometem parar caso governo não cumpra acordos A insatisfação de categorias-chave para a mobilidade urbana com o governo pode gerar transtornos à população. Os sindicatos dos metroviários e dos rodoviários farão assembléias no domingo (7) para decidir se param ou não na segunda-feira (8). Até sexta-feira (5), tudo indicava que as …

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Cooperativas

Funcionários da mobilidade urbana prometem parar caso governo não cumpra acordos

A insatisfação de categorias-chave para a mobilidade urbana com o governo pode gerar transtornos à população. Os sindicatos dos metroviários e dos rodoviários farão assembléias no domingo (7) para decidir se param ou não na segunda-feira (8). Até sexta-feira (5), tudo indicava que as categorias cruzariam os braços, já que as propostas do GDF e dos empresários não contemplavam suas reivindicações.

Os metroviários exigem a contratação de novos servidores concursados e os rodoviários querem 20% de aumento salarial trabalhadores. “Contrata comissionados, mas não chama os aprovados”, diz a convocação do sindicato. “Tem uma falta de profissionais absurda, não tem gente para atender os passageiros nas bilheterias, e não chamam os aprovados em concurso?”, reclama o bibliotecário Sérgio Lopes, 31 anos.

As cooperativas de transporte também estão em rota de colisão com o GDF, que lhes deve valores relativos a serviços prestados em 2014. O atraso no pagamento pode chegar a 11 meses. A Câmara Legislativa aprovou um requerimento solicitando ao governador Rodrigo Rollemberg providências para o pagamento imediato das dívidas. Também foi aprovada uma moção de apoio às reivindicações dos caminhoneiros e trabalhadores prestadores de serviços à Novacap. As proposições receberam 14 votos favoráveis, com dez ausências.

Na terça-feira (2), funcionários das cooperativas encheram os corredores e as galerias da Câmara Legislativa pedindo apoio dos deputados. Para o deputado Chico Vigilante (PT), o governo não paga porque não quer. Segundo ele, o Sistema de Acompanhamento de Gestão Integral do GDF (Sigo), que cuida da movimentação financeira do governo, registrava, naquele dia, um saldo em caixa de R$ 1,9 bilhão. Desse total, R$ 868 milhões podem ser usados para qualquer tipo de pagamento. “Não paga os trabalhadores, mas pagou as grandes empresas”, criticou.

O líder do Governo, deputado Júlio César (PRB), questionado por Vigilante, comprometeu-se a articular uma reunião dos representantes das duas categorias com os secretários de Fazenda e Planejamento.

 

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