Governo quer identificar caminhoneiros que continuam bloqueios em rodovias

bsbcapitalPor ,26/02/2015 às 17:52, Atualizado em 26/02/2015 às 17:52

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira que o governo vai apertar o cerco aos caminhoneiros que continuarem bloqueando estradas, mesmo após o acordo fechado na noite de quarta-feira com os líderes do movimento. Segundo Cardozo, uma das medidas tomadas será identificar os manifestantes que descumprirem a ordem judicial de desbloquear as …

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2015-794281206-2015022535908.jpg_20150225-4O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira que o governo vai apertar o cerco aos caminhoneiros que continuarem bloqueando estradas, mesmo após o acordo fechado na noite de quarta-feira com os líderes do movimento. Segundo Cardozo, uma das medidas tomadas será identificar os manifestantes que descumprirem a ordem judicial de desbloquear as rodovias. A partir de agora, além de pagar a multa de trânsito, aplicada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), terá que arcar também com outra multa, que varia de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hora, por descumprimento de decisão judicial.

Liminares obtidas pelo governo determinam que o movimento seja encerrado. O governo usará as multas da PRF como referência e, a partir daí, a Advocacia Geral da União (AGU) identificará um a um dos infratores e iniciará o procedimento. Cardozo afirmou que houve um refluxo do movimento, que, segundo dados da polícia rodoviária, reduziu de 10 para 7 estados e de 119 pontos de paralisação para 97.

— A determinação é que se proceda a aplicação das multas previstas na legislação para quem continuar obstruindo as estradas. A multa de trânsito vai permitir identificar quem está obstruindo para iniciar o processo de outra multa na Justiça, esta no valor que varia de R$ 5 mil a R$ 10 mil, como prevê a lei — disse Cardozo.

O ministro afirmou ainda que as polícias Federal e Rodoviária Federal irão abrir inquéritos para apurar quaisquer outros atos ilícitos. Ele disse que há relatos de que pessoas estão sendo paradas nas estradas e não podem circular livremente. Ele disse também haver relatos de que proprietários de empresas estariam por trás do que resta da paralisação nas rodovias.

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