O governo federal demitiu, nesta segunda-feira (13), o presidente do INSS, Gilberto Waller, após desgaste provocado pelo alto volume de requerimentos pendentes, que ainda somam 2,7 milhões. Para o cargo, foi nomeada a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira.
Waller deixa o posto após 11 meses de gestão marcada por dificuldades em reduzir a fila de pedidos, mesmo com a adoção de medidas como automação e mutirões. Ele havia assumido o comando do instituto após investigações envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
A saída foi anunciada pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, com quem Waller mantinha divergências desde o ano passado. Nos bastidores, a avaliação é que a redução da fila — de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março — não foi suficiente para melhorar a percepção pública sobre o atendimento do órgão.
Apesar disso, Waller destacou, em nota, que o INSS concluiu 1,6 milhão de processos apenas em março, número considerado recorde. Ainda assim, o volume de novos pedidos, cerca de 61 mil por dia, segue pressionando o sistema e contribuindo para o acúmulo.
Para substituir o presidente demitido, o governo escolheu Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira que ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência.
Em nota, Wolney Queiroz agradeceu o trabalho de Waller e afirmou que a nova presidente terá como missão principal reduzir a fila. “Ela tem o perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula, que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás”, declarou. O ministro também destacou o aumento da presença feminina na cúpula do órgão.