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Artigo, Brasil, Economia

Gestão e governança, o novo prêmio de risco Brasil

Crise do Master expôs que há zonas cinzentas que custam caro ao país

  • Redação
  • 12/01/2026
  • 08:00

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Laiz Soares (*)

No Brasil, persiste um desafio que atravessa décadas e governos: a dificuldade em se gerenciar instituições públicas com método, previsibilidade e responsabilidade continuada.  Os desperdícios, o gasto ineficiente, os desvios de conduta na fronteira público-privada e a sucessão de episódios que abalam a confiança dos investidores têm a mesma raiz — gestão e governança ineficazes. Essa fragilidade estrutural não está só no Estado; aparece em algumas empresas, agências reguladoras, fundos de pensão e bancos. Não são todos, mas há. 

Ainda que seja um tema de gestão, impacta o risco-país. O padrão-ouro do FMI mostra como países que tratam governança como política de Estado blindam seus bancos centrais: autonomia legal, auditorias externas fortes, contabilidade transparente, controles internos rigorosos e gestão de risco que antecipa problemas, em vez de administrá-los quando já aconteceram.  

O Brasil avançou muito nesse caminho, mas a crise do Banco Master expôs que ainda há zonas cinzentas e que custam caro ao país. O episódio não revelou um desvio pontual, mas falhas de supervisão, incentivos distorcidos e uma fragmentação regulatória que permite riscos crescerem sem que ninguém tenha a visão completa. 

O caso acendeu todos os alertas porque combina exatamente o tipo de risco que mercados globais mais temem: instituições pequenas crescendo rápido demais, oferecendo retornos bem acima do mercado e dependendo de segurança do governo para atrair o investidor. Quando esse modelo prospera, é sinal de que a supervisão está olhando pelo retrovisor. 

O Brasil precisa adotar ferramentas de gestão que permitam enxergar anomalias em tempo real: crescimento fora de padrão, concentração excessiva de funding, operações inconsistentes com a base de capital, resultados dos indicadores de performance e liquidez, etc. Isso é gestão operacional, regulatória e de riscos – padrão adotado por países que conseguiram reduzir o custo de crises bancárias. 

Ao mesmo tempo, o Banco Central precisa reforçar sua própria governança. O mercado quer clareza: metas nas rotinas de supervisão, bons indicadores públicos de acompanhamento, rotatividade de equipes e relatórios transparentes após cada intervenção. Países que documentam seus erros, e aperfeiçoam seus padrões a partir deles, erram menos; países que negligenciam essa gestão aprendem devagar. 

A lógica vale também para os incentivos: quando o FGC cobre perdas bilionárias provocadas por modelos arriscados, cria-se uma situação na qual o sistema inteiro paga.  Ajustar o foco da gestão regulatória e estabelecer limites mais claros são essenciais para que comportamentos de risco deixem de ser economicamente vantajosos.

RISCO SISTÊMICO – Uma forma de governança mais eficaz do sistema seria por meio da coordenação ativa e eficaz entre Banco Central, CVM, órgãos de previdência e tribunais de controle – amparados por indicadores posicionados no lugar certo e uma cadeia de processos robusta com apoio de ferramentas tecnológicas.  O Master só cresceu como tal porque cada regulador via um pedaço da história. No mercado financeiro moderno, risco fragmentado vira risco sistêmico. 

Mas há um ponto de virada. Apesar das dúvidas iniciais, o atual presidente do BC tem operado com autonomia política e foco técnico, desconstituindo a tese de que sua gestão seria capturada ou leniente. Sua trajetória profissional e escolha de equipes qualificadas têm transmitido confiança num momento em que o mercado precisava justamente disso: sinais de que a autonomia do BC é prática, não retórica.

Espera-se que o BC, com passos firmes, avance nas reformas necessárias – algumas tratadas neste artigo – e que todo o ecossistema financeiro nacional, o qual inclui federações, associações de classe e atores relevantes do setor público e privado, apoiem oferecendo suporte, discutindo caminhos e ferramentas para que essas mudanças aconteçam rapidamente.  No fim, isso será bom para todos: para o mercado, para as instituições e, sobretudo, para o Brasil. 

(*) Suplente de deputada federal-MG, em colaboração com Vinícius Brum, vice-presidente de Operações da Consultoria Falconi para o setor público.

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