Gervásio Baptista, uma lenda do Jornalismo

mmPor ,26/09/2015 às 19:51, Atualizado em 26/09/2015 às 19:51

O lançamento da autobiografia O Menino que Tinha Medo de Gente, que aconteceu na noite de 8 de setembro, reuniu mais de 90 pessoas no restaurante Carpe Diem. Foi um sucesso de frequência per capita. Não obstante o resultado auspicioso da honrosa presença de amigos, senti a falta de um dos protagonistas dessas memórias  rabiscadas durante dois anos: o …

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O lançamento da autobiografia O Menino que Tinha Medo de Gente, que aconteceu na noite de 8 de setembro, reuniu mais de 90 pessoas no restaurante Carpe Diem. Foi um sucesso de frequência per capita. Não obstante o resultado auspicioso da honrosa presença de amigos, senti a falta de um dos protagonistas dessas memórias  rabiscadas durante dois anos: o repórter-fotográfico Gervásio Baptista. Adoentado, ele não pôde comparecer, mas foi representado por sua filha Selma.

Por iniciativa de meu filho Cláudio, reencontrei Gervásio no último domingo (20), acompanhado de Selma, além de sua jovem nora e netinha de quatro anos. Ao sabor de culinária baiana no Ki Mukeka, falamos dos bons tempos da revista Manchete, na qual ele começou a trabalhar ainda adolescente no Rio de Janeiro, e só a deixou aqui na sucursal de Brasília, após a falência fraudulenta decretada em 1995. A propósito, também estavam presentes o jornalista Marcus Achiles e sua esposa Audry, que faziam parte da equipe brasiliense daquele importante hebdomadário fundado pelo saudoso Adolpho Bloch.

Nas reportagens realizadas em garimpos e tabas de índios na selva amazônica, variando por incursões em Nova Iorque e cidades asiáticas, como Tóquio e Hong Kong, relembramos o meu internamento, em 1963, num hospital sujo de Jakarta, para onde fui levado amarrado numa camisa de força com desconfiança de que estivesse contagiado pela Cólera Morbus. 

Desesperado, Gervásio correu à procura de nosso embaixador na capital indonésia. Como bom repórter, ficou sabendo que o dito diplomata fugira do forte calor local e se encontrava curtindo o ar fresco da montanha, em companhia de um jovem namorado, episódio na época dramático, mas que ao relembrá-lo tantos anos depois nos proporcionou boas gargalhadas, incluindo outros riscos profissionais que enfrentamos e que, graças a Deus, não se transformaram em tragédias!

Para quem começou na imprensa ainda menino e ainda hoje empunha sua máquina fotográfica aos 93 anos de vida ativa, somados aos sensacionais flagrantes de presidentes, papas, rainhas e figuras históricas como Fidel Castro e Che Guevara –, Gervásio Baptista é considerado verdadeira lenda do jornalismo não só do Brasil, mas também de países do chamado primeiro mundo!


Filosofando, com a ajuda de Sócrates


Parabéns, Juscelino – onde estiver!


A única solução para salvar o Brasil


 

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