Fila de vice em Brasília

bsbcapitalPor ,27/02/2021 às 10:23, Atualizado em 27/02/2021 às 10:24

A vaga mais cobiçada nas negociações de bastidores com vistas às eleições de 2022 no DF é a de Paco Britto

Vice-governador Paco Britto. Foto: Lorrane Oliveira

A vaga mais cobiçada nas negociações de bastidores com vistas às eleições de 2022 no DF é a de Paco Britto. No Palácio do Buriti, já existe uma piada recorrente de que “a fila para sentar na cadeira do vice-governador cada dia aumenta mais”.

Paco já deu declarações de que está tranquilo e que se sente confortável como primeiro auxiliar do governador Ibaneis Rocha (MDB). Mas sabe que política é como nuvem: muda com o vento. E já adotou um novo ritmo de trabalho.

Agenda – A presença do vice em eventos externos, com agenda própria, é cada vez mais frequente em cidades-satélites ao lado de secretários e administradores regionais e até na rodoviária do Plano Piloto orientando populares sobre como se comportar diante da pandemia.

Expoente máximo do nanico Avante na cidade, Paco, caso precise ceder a vaga para uma composição mais ampla na coligação de Ibaneis, quer estar preparado para disputar um mandato de deputado federal. De quebra, ajudaria o partido a tentar superar a cláusula de barreira.

Igrejas – Enquanto isso, três grandes igrejas evangélicas se unem para exigir o lugar de Paco em troca do apoio à reeleição do atual governador: a Sara Nossa Terra, a Assembleia de Deus Madureira e a Universal do Reino de Deus.

Oferecem como suporte duas redes de TV: Gênesis e Record. As três congregações têm nomes fortes para a chapa: Bispo Robson Rodovalho (Sara), deputado Júlio César (Universal) e pastor Daniel de Castro (Assembleia), administrador de Vicente Pires.

E os evangélicos ainda disponibilizam “suplentes”. Na Sara Nossa Terra, se o líder Rodovalho preferir não concorrer, a segunda opção seria o distrital Rodrigo Delmasso (Republicanos).

Federais – Mas os evangélicos não estão sozinhos na raia. A corrida pela vice de Ibaneis tem, ainda, pelo menos duas deputadas federais: Celina Leão (PP) e Flávia Arruda (PL), embora, na estratégia do ex-governador, sua esposa deva concorrer ao Senado.

A ideia é de que Flávia esteja pronta para alçar voo rumo ao Buriti em 2026. Arruda observa os movimentos da centro-esquerda. Se o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), pré-candidato a deputado federal, conseguir montar a sua chapa dos sonhos, a ex-primeira-dama refugará.

Arruda não arriscaria colocar a mulher para concorrer com o senador Reguffe (Podemos). Aí, o lugar de Paco se tornará ainda mais visado. E a reeleição para a Câmara Federal passaria a ser a alternativa mais palpável para Flávia.

Outra alternativa para Ibaneis seria trocar o MDB pelo PP, do seu amigo Artur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. Aí, a porca torce o rabo. Para manter o apoio do MDB, ofereceria a vice para o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB).

Deixe um comentário

Rolar para cima