• Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Geral

Faça o que digo, mas não faça o que faço!

  • Júlio Miragaya
  • 23/02/2022
  • 10:32

Compartilhe:

EUA condena Rússia pela ameaça de invasão à Ucrânia e não olha para a sua própria história de ocupação de países em todos os continentes

Júlio Miragaya (*)

Não se sabe quem criou o ditado popular do título acima. Mas ninguém faz mais uso dele que os EUA. Com a maior desfaçatez, o país que quase deflagrou a 3ª Guerra Mundial em 1962, quando a União Soviética pretendeu instalar mísseis em Cuba, hoje $eduz a Ucrânia a se associar à OTAN, possibilitando colocar seus mísseis a cerca de 50 Km de cidades russas, como Rostov, Belgorod e Gomel (Belarus).

Os EUA condenaram a incorporação pelos russos, em 2014, da Península da Crimeia (território historicamente russo e decisão referendada por 77% dos eleitores da região). No entanto, sem qualquer consulta à população e com o uso da força, em 1836 os americanos tomaram o Texas do México, em 1836; o extenso território envolvendo Califórnia, Nevada, Utah, Novo México e Arizona, também do México, em 1845; o Havaí, de sua rainha Liliuokalani, em 1893; Porto Rico, Cuba e Filipinas, da Espanha, em 1898; e o Panamá, da Colômbia, em 1903.

Prática também corriqueira de seus aliados da OTAN, os decadentes imperialismos britânico e francês. Para ficar apenas no continente europeu, os britânicos ocuparam, pela força (e lá estão até hoje), o norte da Irlanda e o território espanhol de Gibraltar; os franceses ocuparam as “italianas” Córsega e Saboia.

Olhem pros seus rabos, macacos!

Agora os EUA condenam o apoio russo à secessão dos oblasts (províncias) de Donetsk e Luhansk, territórios historicamente russos, de maioria étnica russa e onde a esmagadora maioria fala o idioma russo. Mas, entre 1992 e 1995, fizeram o oposto, impondo à Iugoslávia, mediante bombardeios, a secessão da Bósnia Herzegovina, e voltaram a bombardear Belgrado em 1998/99 para impor a secessão do Kosovo, território integrante da Sérvia desde 1180 (mesmo quando administrado pelo Império Otomano de 1455 e 1912).

Os exemplos de incentivo dos EUA à secessão de territórios são inúmeros: concitou a fragmentação da URSS na década de 1980; promoveu a secessão do sul do Vietnã em 1954, após o Viet Minh derrotar os exércitos coloniais japonês (1945) e francês (1954); sustenta econômica e militarmente Taiwan, província rebelde da China, assim como estimula movimentos secessionistas no Tibete e no Turquestão Chinês.

A atuação dos EUA na Ucrânia, desde a desintegração da URSS, segue o velho modelo ianque: movimentação dos agentes da CIA acreditados como adidos militares na embaixada; “compra” da mídia local e internacional; manipulação de organismos internacionais para plantar suas versões dos fatos; financiamento a ONGs norte-americanas ou locais que promovam protestos “espontâneos” contra governos “inimigos”; etc.

Foi assim na chamada Revolução Laranja (2004) e no Euromaidan (2013/14). Nada diferente do que fizeram no Chile em 1973; no Brasil em 1964 (IBAD, IPES) e 2013 (MBL, VPR, Millenium); no Oriente Médio (financiamento do Taleban e do ISIS) e continuam fazendo em Cuba e na Venezuela.

Na Ucrânia – cuja elite política anticomunista apoiou o Exército Branco contra o Exército Vermelho durante a Guerra Civil em 1918/21 e apoiou a invasão nazista à URSS em 1941/44 – os EUA buscam desestabilizar a Rússia, forçando sua entrada na OTAN e financiando grupos neonazistas que perseguem a população de etnia russa no Donbass, o que, obvia e justamente, suscitou a intervenção de Putin.

Biden parece se divertir jogando “pimenta nos olhos dos outros como se fosse refresco”. Mas o insosso presidente se esquece de que agora está mexendo com peixe grande, e se vê obrigado a engolir um outro ditado popular: “Quem semeia vento, colhe tempestade”.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

Leia mais em Brasília Capital

Compartilhe essa notícia:

Picture of Júlio Miragaya

Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

Colunas

Orlando Pontes

Rosilene Corrêa: Uma sucessora para Erika Kokay na Câmara Federal

Caroline Romeiro

Dia das Mães, cultura alimentar e memória afetiva

José Matos

As mães de Chico Xavier

Júlio Miragaya

As eleições no Peru, na Colômbia e no Brasil

Tersandro Vilela

Selo identifica conteúdos gerados por IA

Júlio Pontes

Opinião: O Fla x Flu da Ypê

Últimas Notícias

Academia de jiu-jitsu quebra silêncio após denúncia de assédio contra professor

15 de maio de 2026

Ibaneis reúne mil pessoas em comemoração pelos 32 anos de advocacia

15 de maio de 2026

Virginia anuncia fim do namoro com Vini Jr. com mensagem enigmática

15 de maio de 2026

As eleições no Peru, na Colômbia e no Brasil

15 de maio de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2026 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.

Removido da lista de leitura

Desfazer
Welcome Back!

Sign in to your account


Lost your password?