Ex-diretor de escola particular do DF é preso acusado de pedofilia

juliocpontesPor ,06/10/2017 às 17:12, Atualizado em 06/04/2022 às 15:18

A prisão faz parte parte da Operação Lex Scantinia, que investiga um criminoso envolvendo menores de idade

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu o ex-diretor de uma escola particular do DF acusado dos crimes de estupro, estupro de vulnerável e comercialização de imagens sexuais envolvendo menores. A ação faz parte da Operação Lex Scantinia, que investiga um esquema voltado à prática de crimes de estupro, estupro de vulnerável e comercialização de imagens sexuais envolvendo menores.

Em maio deste ano, a PCDF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Rodrigo Viana, de 45 anos, onde foi apreendido um HD, no qual os peritos localizaram centenas de vídeos e imagens sexuais, envolvendo o próprio acusado com adolescentes do sexo masculino, que aparentam idades entre 12 e 17 anos.

As investigações demonstram que os atos eram praticados desde a década de 90, tendo reunido o maior arquivo de imagens de pedofilia já encontrado pela PCDF em uma única ação.

Os policiais conseguiram identificar também um homem que comprava as imagens do criminoso. Ele foi localizada por policiais civis do DF no Estado de Minas Gerais, onde se encontra preso preventivamente.

De acordo com o delegado-chefe da 24ª DP, Ricardo Viana, o segundo acusado foi preso no bairro Nova Esperança, em Belo Horizonte/MG. Durante o cumprimento ao mandado de busca na residência dele, os agentes localizaram, de posse do criminoso, um aparelho celular com várias fotos de crianças e adolescentes nus e em cenas de sexo. O criminoso foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia da capital mineira.

Restou comprovado ainda que os dois criminosos compartilhavam entre si e também na internet – via deep web -, imagens e vídeos de crianças e jovens em cenas de sexo, e também mantinham conversas por meio do aplicativo whatsapp.

“Há indícios de que essas imagens foram repassadas a outras pessoas da capital federal e também de outros Estados. Pelo menos dez vítimas desses criminosos já foram identificadas”, explica o delegado.

As investigações prosseguem no sentido de identificar outros envolvidos e vítimas dessa prática criminosa.

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