Caroline Romeiro
Curitiba, PR – A ética profissional é um dos pilares que sustentam a credibilidade e a relevância social da Nutrição. Em um cenário marcado por mudanças na comunicação digital, crescimento das redes sociais e ampliação dos espaços de atuação do nutricionista, discutir o Código de Ética e de Conduta da categoria tornou-se uma necessidade estratégica para acompanhar os desafios contemporâneos da profissão.
A mobilização recente de nutricionistas de todo o País em torno do tema demonstra uma categoria atenta, participativa e comprometida com a construção de diretrizes éticas alinhadas à realidade do exercício profissional.
Sensível às manifestações apresentadas pela categoria, o Conselho Federal de Nutrição (CFN) decidiu ampliar o processo de escuta e abrir uma nova oportunidade de participação para nutricionistas contribuírem com sugestões, reflexões e propostas relacionadas ao novo Código de Ética.
A iniciativa reforça o compromisso do Sistema CFN/CRN com a transparência, a construção democrática e a valorização do diálogo permanente com os profissionais, garantindo que o processo aconteça de forma participativa e representativa.
A campanha “Nutricionista, queremos te ouvir” foi lançada esta semana em Curitiba, capital do Paraná, durante o CONBRAN 2026, reconhecido como o maior congresso de Nutrição da América Latina, reunindo milhares de profissionais, pesquisadores, docentes e estudantes de todo o País.
O lançamento em um espaço de grande representatividade para a categoria simboliza a importância do debate ético para o presente e o futuro da Nutrição brasileira. A campanha também fortalece a aproximação entre o Conselho e os profissionais, incentivando uma construção coletiva das normas que orientam a atuação ética da categoria.
Por meio da página oficial da campanha “Nutricionista, queremos te ouvir”, os nutricionistas podem acessar informações sobre o processo e enviar contribuições.
Mais do que uma consulta pública, a ação representa um movimento institucional de escuta ativa e fortalecimento da participação social na construção das normas profissionais.
Em um momento em que a alimentação e a nutrição ocupam papel central na promoção da saúde e na qualidade de vida da população, fortalecer a ética profissional é também fortalecer a confiança da sociedade no trabalho desenvolvido pelos nutricionistas.
(*) Mestre em Nutrição Humana, coordenadora Técnica do Conselho Federal de Nutrição e docente do Curso de Nutrição da Universidade Católica de Brasília