Erika Kokay: “PEC dos Precatórios é um escândalo”

orlandopontesPor ,10/11/2021 às 13:18, Atualizado em 10/11/2021 às 13:18

Petista afirma que governo Bolsonaro usará folga orçamentária para comprar parlamentares

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que o governo Jair Bolsonaro trabalhou para aprovar a PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados visando obter uma folga orçamentária “para comprar parlamentares”. “É um negócio que desonra esta Casa”, lamentou. 

A petista votou contra o que chama de “PEC do Calote”, aprovada na terça-feira (9), nos dois turnos. Segundo ela, embora vendida como fundamental para garantir o Auxílio Brasil de R$ 400, na verdade a matéria tem o objetivo principal de criar espaço bilionário para Bolsonaro tentar se reeleger e eleger parlamentares de sua base com recursos do “orçamento secreto”.

“Dizer que isso é para favorecer a população mais pobre é uma mentira! Essa proposta vai possibilitar uma folga orçamentária que é mais do dobro do que seria necessário para um eventual aumento de um auxílio”, reiterou.

Auxílio Brasil

Erika Kokay avalia que o Auxílio Brasil é meramente eleitoreiro e vai pôr fim ao Auxílio Emergencial e ao Bolsa Família. “Há um interesse imediato e clandestino, porque os parlamentares não têm coragem de assumir, mas está explícito que lutam para terem acesso ao orçamento clandestino e trocam ou acabam com o Bolsa Família por um auxílio que vai durar até o final de 2022”, criticou.

“Nós defendemos um auxílio emergencial de R$ 600, e aqui está destruindo-se um programa social e trocando por um auxílio de um ano. Não é substituição de um programa social por outro programa social. É a destruição de um programa social para que se coloque um auxílio que vai findar depois das eleições do ano que vem”.

Erika disse que a oposição e o parlamento ajudaram a construir o Auxílio Emergencial sem a necessidade de um calote. “Essa proposição e esse governo estão jogando para sem renda nenhuma 22 milhões de brasileiros que hoje ganham o auxílio emergencial, que atinge 40 milhões de pessoas, inclusive os beneficiários do Bolsa Família”.

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