Entrevista com Chico Vigilante

BSB Capital10/10/2014 às 16:27, Atualizado em 10/10/2014 às 16:27

Fiel escudeiro do governador Agnelo Queiroz, Chico Vigilante é um dos quatro distritais eleitos pelo PT para a próxima legislatura. E já sabe que ficará na oposição, seja com Rollemberg e Frejat. E atribui a derrota do aliado “à pior Comunicação Social da história do DF e de qualquer canto do mundo”. Onde o PT …

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Fiel escudeiro do governador Agnelo Queiroz, Chico Vigilante é um dos quatro distritais eleitos pelo PT para a próxima legislatura. E já sabe que ficará na oposição, seja com Rollemberg e Frejat. E atribui a derrota do aliado “à pior Comunicação Social da história do DF e de qualquer canto do mundo”.

Onde o PT errou?

Antes de falar do erro PT, se é que errou, eu quero falar de uma coisa assustadora, que é o crescimento da direita no Brasil. Com as teses mais reacionárias e mentirosas. Quando a gente vê o Fraga (Alberto Fraga, do DEM, deputado federal mais votado do DF) com o discurso de que vai reduzir a maioridade penal; o (Jair) Bolsonaro, um legítimo representante da extrema-direita no Brasil, sendo o mais votado no Rio de Janeiro, e o Feliciano em São Paulo, é sinal de que precisamos parar para refletir que caminhos a política brasileira está tomando.

Esta guinada à direita não é motivada por erros cometidos pela esquerda?

Não acredito que seja. Partidos, que se dizem os legítimos representantes da esquerda no Brasil, que criticam tanto o PT, caso do Psol e do PSTU, não elegeram quase ninguém. A votação dos candidatos do Psol foi muito pessoal de cada um, caso do Chico Alencar, no Rio, doIvan Valente, em São Paulo, e do Edmílson, no Pará. Mas a votação do Toninho aqui foi surpreendente. Caiu de 18% para 2%. Então, acho que a esquerda brasileira tem que refletir e traçar os caminhos que vamos tomar, a não ser que queiram tornar essa direita mais reacionária e sanguinária.

Essa direita é representada pelo Aécio Neves?

O Aécio é um candidato de centro-direita, mas apoiado pelo que tem de pior na política brasileira, a extrema-direita.

Esse sentimento de mudança não nasceu a partir do excesso de denúncias de irregularidades, como este escândalo na Petrobras?

Todo período de eleição é muito fértil para o surgimento de denúncias. Depois elas se acabam, viram poeira. Essa denúncia da Petrobrás é o sujo falando do mal lavado. O financiamento que vai para os candidatos do PT, PSB ou do PCdoB é o mesmo. O PSDB fez muito pior. A Marina fala de nova política, mas estava voando por aí com um jatinho fantasma. Alguém contratou e Eduardo Campos embarcou.

Mas isto não iguala todos os partidos na vala da corrupção? O PT não prometia ser diferente?

Quem manda investigar é o governo e é uma injustiça dizer que no governo da presidenta Dilma tem mais corrupção. Todas as investigações são calcadas em denúncias levantadas pelo governo, pela Polícia Federal que tem a liberdade de investigar, pela Controladoria-Geral da União que investiga. O que existe é um pessoal que fica sentado nas redações se pautando no que a CGU investiga.

Qual a sua expectativa para o segundo turno entre Dilma e Aécio?

Nós vamos fazer a comparação. Mostrar o que foi o FHC, já que 20% dos eleitores, que são jovens, não sabem o que é desemprego, que registrava taxas altíssimas na época dele. Não vamos inventar nada. Vamos mostrar que, enquanto o Fernando Henrique gerava 8 mil empregos por mês, a Dilma cria 150 mil empregos mensais.

Chico-Vigilante 3Então o Fernando Henrique é o calcanhar de Aquiles do Aécio?

Eu quero até elogiar o Aécio, porque não se larga um amigo no deserto, como fizeram o Serra e o Alckmin, que esconderam o Fernando Henrique. O Aécio teve a lealdade de trazê-lo para a campanha. FHC e seus economistas são inteligentes. Metade estava com o Aécio e a outra parte com a Marina. Agora estão todos juntos em torno do Aécio. Então, vamos comparar o Lula junto com a Dilma e o Fernando Henrique junto com o Aécio.

O PT encolheu em todo o país e a bancada na Câmara e no Senado se reduziu…

Isso é normal pela quantidade de partidos que surgiu no Brasil. E eles elegerem deputados. Para isso, tem que tirar de alguém. O Solidariedade elegeu o Augusto Carvalho com 36 mil votos, enquanto tem candidatos na nossa coligação que teve 70 mil e não foi eleito. Se 31 partidos disputam a eleição, para eleger deputados tem que tirar dos que já existem.

A votação do Agnelo Queiroz talvez seja um dos fatos históricos mais decepcionantes do PT, por não ter ido sequer para o segundo turno. A quê você atribui isso?

Esse é um balanço que ainda vamos fazer no PT, mas já vou te adiantar a minha opinião. Começou no dia 1º de janeiro de 2011, quando nós não tivemos a capacidade de mostrar o desastre que tínhamos assumido e fomos governar sem fazer um diagnóstico. A nossa Comunicação Social talvez tenha sido a pior de toda a história do Distrito Federal e de qualquer canto do mundo. Um ano e meio de Comunicação Social que na verdade não se comunicava. Perdemos na comunicação; perdemos no sentimento que tem no Plano Piloto de que tem que mudar por mudar, por mais que a gente tenha atendido reivindicações de servidores públicos. Só na Educação foi colocado R$ 1 bilhão a mais por ano. Não tivemos a capacidade de dialogar com a população mais pobre. Sempre alertei que a gente estava perdendo o eleitorado da classe média e não estávamos ganhando outro. O resultado tinha que ser isso. Felizmente, algumas pessoas se salvaram politicamente e eu consegui sobreviver a essa catástrofe, que foi a derrota do PT.

Como ficará Brasília sob o comando do Frejat ou do Rollemberg?

A minha certeza é que ninguém vai conseguir fazer mais do que o Agnelo fez. Ninguém vai construir mais UPA, mais creche. Nenhum vai conseguir fazer mais transporte e ninguém vai atender mais reivindicação de servidor do que nós atendemos. Duvido que descumpriram os acordos salariais que foram feitos. Essa cidade vai virar um caos a partir de 2016. Nenhum dos dois vai conseguir cumprir os acordos salariais feitos com os professores e com os trabalhadores da Saúde. A promessa do Frejat, que está sendo segmentada pelo Rollemberg, de que vai mandar o projeto de reajuste salarial da polícia e reestruturação da carreira no dia 1º de janeiro, é uma mentira. Não é governador que manda projeto. O Frejat sabe, porque já foi governo, e o Rollemberg sabe que, sem negociar com o governo federal, não vai nada.

Como assim?

O Cristovam Buarque, que é da linha de frente do Rollemberg, sabe o desgaste que ele causou ao meu mandato quando fui o deputado federal mais votado no Brasil, proporcionalmente, e perdi as eleições por lealdade a ele. O Cristovam conseguiu que o Nelson Jobim, ministro da Justiça, e Pedro Malan, ministro do Planejamento, mandassem um projeto de reestruturação da Polícia Civil, só que eles exigiram que teria que ter 10% de diferença para a Polícia Federal. O Jobim disse que não iria pagar para Polícia Federal do Brasil o mesmo que a Polícia Civil do DF. Portanto, se o Cristovam quisesse que saísse o pagamento da polícia, teria que aceitar a imposição de diminuir 10%. Pense no desgaste que isso me trouxe, já que eu fui relator do projeto na Comissão do Trabalho. O Malan obrigou que o Cristovam pedisse para eu dar um voto contrário à bancada do PT em um projeto econômico que interessava ao governo e eu tive que me submeter a isso. Eu ia para Comissão de Ética do PT e o Eduardo Jorge, que era o líder da bancada, não deixou, dizendo que eu era honesto e havia seguido todas as normas do partido e pensado na governabilidade do Distrito Federal.

Mas essas despesas com as folhas da Saúde, Segurança e Educação não são cobertas pelo Fundo Constitucional?

Exatamente. Eles estão achando que o Fundo Constitucional vai salvá-los de tudo. Só que o Fundo Constitucional hoje só cobre 55% das despesas. A arrecadação da União está caindo e a do DF também. Portanto, essa gente vai ver o que é governar com dificuldade. Outra coisa é que estão esnobando a Câmara Legislativa. O Rollemberg disse que não precisa de partido e nem deputados, que vai governar com a sociedade. A sociedade já elegeu os deputados e quero ver quem é que vai vir votar aqui pelos deputados.

A Câmara pode inviabilizar a gestão dele?

Quando o Joaquim Roriz, começou a governar, teve a primeira história de mensalão, a dos “Anões do Cerrado”. Os deputados eram pagos pelo Roriz já no primeiro dia de governo. Depois, ele foi montando os esquemas e abastecendo os deputados. Quando o Arruda foi eleito no primeiro turno eu o procurei e contei que ele falei que ele tinha muita força e não precisava se submeter ao jogo que existia na Câmara Legislativa. Ele aguentou seis meses. Com o Agnelo não teve compra de deputado, mas teve que dar cargo para político. Ou coloca o administrador nomeado pelos deputados, ou secretário nomeado pelos deputados, ou não governa. Estou dizendo isso com a autoridade de quem vai para oposição. Não tem chance nenhuma de eu apoiar o próximo governo. No dia em que mandarem um projeto de interessa da sociedade, serei o primeiro a votar e orientar a bancada do PT para que vote. Mas, se for projeto contrário aos que eles disseram, não aprovarei nenhum. Tudo que eles mandarem contrariando o discurso que fizeram, não aprovarei. Estou com todos os programas de governo e pronto para fazer o enfrentamento que tem que ser feito. É para acabar com a farsa e a mentira na política brasiliense.

 

Caso o Rollemberg vença, como ele formaria uma maioria de 13 votos, já que o PSB não elegeu nenhum deputado?

Eu sei como o Agnelo formou, concedendo secretarias e administrações. Você acha que a alguém vai apoiar o Rollemberg pelos belos olhos dele? Alguém vai apoiar o Rollemberg porque ele disse que tem um projeto bom? Alguém vai apoiar o Rollemberg se desgastando, por lealdade, como eu fiz com o Agnelo? Não fiz por cargo. Eu era o deputado com o menor número de pessoas indicadas e fui o cara mais leal. Acredito em proposta, acredito em projeto e entendia que ele era o melhor para o Distrito Federal.

 

BC – Qual é rumo que vai tomar o Agnelo?

CV – O Agnelo é uma pessoa extremamente qualificada e preparada, que deve refletir durante 30 ou 90 dias e que depois vai voltar a fazer política no Distrito Federal. É um homem novo, com uma vasta experiência, uma paciência enorme e um grande estrategista.

 

BC – Ele pode ser um estrategista, mas a impressão que eu tenho é que, na hora do debate, ele dava uma fraquejada…

CV – Esse enfrentamento eu farei. É o jeito dele de ser. Agora, na rua, não existe ninguém melhor que ele. Eu o aconselho a voltar para rua, conversar com as pessoas e comparar com as pessoas o que ele fez com que os outros estão fazendo.

 

chico-vigilanteBC – A deputada Erika Kokay foi a única reeleita para a Câmara Federal. Hoje, em termos de cargos e importância, podemos dizer que é a liderança mais significativa no PT. Em contrapartida, o Policarpo, atual presidente, teve uma votação pequena. Haverá uma reformulação interna no PT.

CV – A direção formal tem quatro anos de mandato, que termina em 2017. Eu trabalho com uma tese que existe o Estado Petista e a Nação Petista, a mesma coisa do Estado brasileiro. O Estado Petista é esse que está enferrujado, paquiderme e muito obeso. A Nação Petista se empolga na época de eleição e vem para as ruas.

 

BC – Essa paquiderme estava muito lenta e a nação estava sonolenta…

CV – Na medida que a nação foi destratada pelo Estado, ela se recolheu. Cabe a mim, a Erika e outras lideranças fazer com que essa nação volte a brilhar novamente e eu não tenho dúvida nenhuma que ela voltará.

 

BC – Essa população está acomodada aonde?

CV – Ela está em todos os cantos do Distrito Federal, nas igrejas, escolas, associação de moradores… Cabe a gente despertá-la. Eu quero ver na hora, que a gente tem um projeto como a gente tem, de gastar R$ 400 milhões com o Sol Nascente e não cumprirem isso. Faz 12 anos que não tem aumento de tarifa de passagem nos transportes coletivos do Distrito Federal. Vai ter um momento que vai ter que ter. Quero ver qual vai ser a reação. No caso da saúde, derrotaram o Agnelo. Esse tal de Gutemberg, que é o presidente do Sindicato dos Médicos, que graças a Deus foi rechaçado pelas urnas, destruiu o governo por dentro, pagando matérias mentirosas na imprensa, atacando de maneira sanguinária o governo, se voltando contra a contratação de médicos de fora, se voltou contra questão do ponto eletrônico. Fez todo o tipo de sabotagem. Eu quero ver ele agora no apoio do Rodrigo Rollemberg, quero ver. Talvez ele seja o Secretário de Saúde dele, quero ver. Apesar de ter perdido uma eleição, que dei tudo na minha vida para que ganhasse e perdemos, não tem uma pessoa mais animada nos próximos quatro anos aqui no Distrito Federal do que eu. Eu sei ser governo, sei ser leal, como fui com o Cristovam, mas eu também sei fazer oposição.

 

BC – Há uma máxima que diz que o PT é muito melhor na oposição do que no governo…

CV – Nós somos bons de governo também. Eu vi o Cristovam Buarque que veio com discurso “nós colocamos o Agnelo e vamos tirá-lo de lá”. O Critovam tem muitas contas a ajustar com a sociedade de Brasília.

 

BC – Vamos fazer uma projeção da questão, que você tava falando, dos servidores públicos. Há uma constatação que o governo do Agnelo não atendeu a classe média. Por mais que tenha feito o programa “Asfalto Novo”, a abertura de vias na cidade não aquém do que a população precisava. O BRT, por exemplo, deu uma margem grande de críticas, porque diminuiu o número de ônibus e ele não entrou no Gama ou em Santa Maria, foi até a entrada da cidade, ali tinha quer haver uma integração e não foi feito. Será que essa falta de planejamento não foi um agravante?

CV – Não foi uma falta de planejamento, pois nós iríamos fazer os ajustes necessários, que era o ajuste das linhas internas com o modal. Isso não foi possível de fazer agora e foi feito de uma maneira muito atabalhoada. Uma coisa que eu chamei muito a atenção do Agnelo foi a questão da DFTrans, que, se ele tivesse colocado uma equipe profissional do DFTrans, certamente o resultado do transporte, hoje, seria outro. Agora, tem um detalhe, o BRT é importante não só pela questão do passageiro que está nele, e sim, da questão do motoristas, pois desafoga o trânsito. Se o Aécio ganhar as eleições, que Deus nos livre disso, eles vão querer parar o preço da gasolina, pois já fizeram isso antes, aos preços internacionais e aí vai ter que subir, no mínimo, 30%. A mesma coisa serve para as tarifas de energia.

 

BC – E isso não salvaria a Petrobras?

CV – Tudo isso que estão falando da Petrobras é uma mentira. A Petrobras não vai quebrar. Na verdade, ele é uma empresa, hoje, que tem acionistas, que vem do tempo do Fernando Henrique, pela quantidade de ações que eles venderam. Portanto, hoje, toda crítica que é feita, inclusive por alguns profissionais da imprensa, que se mete a analista, mas, na verdade, são lobistas, como Carlos Alberto Sardenberg, Miriam Leitão e outros. Todos os comentários que eles fazem é representando as vozes dos acionistas da Petrobras, que são meia dúzia de pessoas que só visam o lucro. A Petrobras não está com problemas de investimento e caminha para ser uma das maiores produtoras de petróleo no mundo, já é a sexta. O problema é que ela tem um viés importante, que é o social. Na medida que ela não aumenta o preço da gasolina do jeito que os acionistas gostariam, ela está praticando justiça social, que é um dos mecanismo para combater a inflação.

 

BC – Isso dá direito a ver esse tipo de desvios que vem sendo denunciados, porque, pelo que se apresenta agora, são bilhões…

CV – Por isso que é importante que essas denúncias sejam apuradas. Eu vejo eles falando “o pessoal do PT transformou em um cabide de emprego”, mas quem era o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo na época do Fernando Henrique? Era o genro dele. Quem era os diretores da Petrobras na época do Fernando Henrique? Quem era os do Banco Central? Tinha alguém de fora? Não, tudo do PSDB. E da panelinha dele. É que o povo tem memória curta. Esse maldito desse Paulo Roberto, delator mor da República, esse elemento veio de onde? Foi nomeado quando? No governo do Fernando Henrique. Ele é funcionário de carreira da Petrobras. O Fernando Henrique tinha ou não tinha apoio PTB na época dele? Tinha ou não tinha apoio do PP na época dele? Tinha ou não tinha apoio do PMDB na época dele? Portanto, todos esses partidos sempre fizeram política desse jeito. Agora, vem dizer que na gestão do PT todo mundo virou ladrão. Já vinha antes…

 

BC – O PT sai do governo meio esfacelado em Brasília, mas parece que a aliança com o PMDB também está meio rompida. Há uma grande possibilidade do atual vice-governador apoiar o Frejat…

CV – Nós tínhamos uma aliança para ganhar e governar o Distrito Federal. Na medida que nós fizemos essa aliança e pensávamos nela por 8 anos, que agora seria a reeleição do Agnelo e eu, particularmente, pensava nela por mais tempo, porque o meu candidato que iria defender para 2018 seria o Filipelli. A partir do momento que perdemos as eleições, as alianças estão desfeitas. Todo mundo está livre para fazer o que quiser, nós vamos continuar na nossa linha de oposição e o PMDB vai exercer da maneira que ele achar melhor a política. Lá na frente a gente se encontra.

 

BC – Então, quer dizer que há possibilidade do Filipelli, hoje, apoiar o Frejat, mas lá em 2018 voltar a ser o candidato…

CV – A gente já se conhece. Na aliança anterior que foi feita, a gente começou a conversar isso com o Filipelli há três anos antes. No dia que o Filipelli foi para o governo do Arruda, ele me chamou e comunicou porque estava indo. Ele falou “estou indo porque você conhece meu público, Chico…” e respondi “eu sei, lá na frente nos encontramos”. E, realmente, nos encontramos e fizemos muito pelo Distrito Federal. Um parceiro leal, honesto e correto, que não temos nada a falar.

 

BC – Então, o Filipelli, hoje, teria a possibilidade de vir a ser o próximo candidato do PT?

CV – Se a gente tivesse ganhado as eleições, era natural que isso acontecesse.

 

BC – Mas mesmo não ganhando…

CV – A partir do momento que perdemos as eleições, temos que guardar para o futuro. Defendo que a gente tenha tranqüilidade e vamos ver os desdobramentos.

 

BC – Você sempre foi um defensor que o PT tem que ter candidato a cargo majoritário e sempre ter a cabeça de chapa. Você acaba de admitir a possibilidade do PT não ter a cabeça de chapa. O PT teria hoje uma liderança que pudesse capitanear?

CV – O PT perdeu uma eleição. O PT não se acabou. Não fomos dizimados. Nós teremos candidatos em 2018.

 

BC – Filipelli pode ser vice de novo?

CV – O PMDB vão tomar o destino deles, eu respeito e vou continuar respeitando. O Filipelli é uma liderança respeitadíssima nessa cidade. Vamos continuar conversando. Agora, o PT tem que construir o seu caminho, assim como o PMDB vai construir o dele.

 

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