Na quinta-feira, 5 de março de 2026, Donald Trump fez um anúncio significativo: Kristi Noem deixará o cargo de secretária de Segurança Interna. Ele destacou, em sua rede social Truth Social, que Noem “nos serviu bem e obteve muitos resultados espetaculares, especialmente na fronteira”. A partir de agora, ela assumirá a função de enviada especial para o “Escudo das Américas”, uma nova iniciativa de segurança no hemisfério ocidental, que será oficialmente revelada no próximo sábado em Doral, Florida.
Além disso, Trump informou que Noem, que desempenhou um papel central na sua campanha de imigração e nas controvérsias que surgiram a partir dela, será sucedida por Markwayne Mullin, senador republicano de Oklahoma. O presidente elogiou Mullin, afirmando que ele “se dá bem com as pessoas” e possui “a sabedoria e coragem necessárias” para avançar com a agenda America First.
Vale lembrar que a saída de Noem marca a primeira mudança no gabinete durante o segundo mandato de Trump. Sua gestão foi marcada por desafios, especialmente na supervisão das táticas de fiscalização da imigração, que geraram protestos e diversas ações judiciais.
Recentemente, a política de imigração foi bastante rigorosa, e a polícia de imigração (ICE) enfrentou críticas intensas da opinião pública, especialmente após a morte de dois civis no Minnesota. Essa situação gerou tensão, com ações consideradas abusivas, incluindo a detenção de crianças, e a presença da ICE em estados que se opõem a sua atuação.
O afastamento de Noem ocorre um dia após ela ter sido questionada por membros tanto do Partido Republicano quanto do Partido Democrata no Congresso. Durante dois dias, os congressistas a interrogaram em relação às mortes no Minnesota, que despertaram um processo de destituição pelos democratas na Câmara e a pressão de pelo menos dois republicanos pela sua saída. A situação se tornou ainda mais controversa quando Noem se referiu às vítimas como “culpadas de terrorismo doméstico”.
Antes de sua nomeação como secretária, Kristi Noem já havia sido governadora da Dakota do Sul. Sobre seu novo papel, ainda não há muitos detalhes sobre o que exatamente envolverá o “Escudo das Américas”, mas a expectativa é que se trate de um programa de segurança voltado para a defesa e a cooperação entre os países da região.