Ir para o conteúdo
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Sem categoria

Do mágico ao surreal

  • Redação
  • 26/04/2014
  • 15:31

Compartilhe:

* Mario Pontes

Gabriel García Márquez, que acaba de morrer aos 87 anos de idade, foi certamente um escritor de grande estatura, cujo talento revelou-se, em especial, na criação de um modo de narrar conhecido como realismo mágico. Muitos ficcionistas latino-americanos tentaram valer-se desse instrumento, mas nenhum foi capaz de manejá-lo como o autor de Cién años de soledad. Sua ficção, colombiana nas raízes, universalizou-se graças ao bem-sucedido casamento do real com um mágico que não se deixava contaminar por certos modos da literatura fantástica. E graças também ao humor exuberante do autor, que com os anos se desgastaria.

Da imensa popularidade de García Márquez fui testemunha em 1981, quando o Jornal do Brasil me mandou cobrir um evento em Bogotá. Sua pequena novela Crónica de una muerte anunciada acabava de ser publicada pela Editorial La Oveja Negra, com tiragem – acreditem! – de 1 milhão e 50 mil exemplares. Nos bares e lojas o livrinho era dado como troco, e nas ruas vendido por enxames de garotos malvestidos.

Naquela mesma semana me mandaram para Lima, onde o general governante acabava de ser apeado do poder por outro general, que – segundo previam alguns respeitados analistas da política sul-americana – radicalizaria o nacionalismo populista e esquerdizante do companheiro de farda mandado para casa. Aconteceu justamente o contrário.

De volta a Bogotá, comprei um exemplar da revista em que Márquez escrevia desde sua volta do exílio. O número era em boa parte dedicado ao golpe peruano. Márquez definiu-o como de direita. Até aí, tudo bem. Surpreendente, no entanto, foi o caminho que o levou a tirar tal conclusão. O golpe – ele lembrava ao leitor – tinha começado em Tacna, cidade ex-chilena, bem próxima da atual fronteira do Peru com o Chile. E já não fazia tempos que o Chile era governado pela direita?…

Naquele momento, a imaginação de Márquez desviava-se penosamente do mágico para cair nos braços de um grosseiro surreal de natureza ideológica. Fazer o quê? Afinal, todos estamos cansados de saber que nem tudo é perfeito!…

 

*Antigo editor de cadernos de cultura do JB, é autor de vários livros e tradutor de muitos outros. Mora no Rio 

Compartilhe essa notícia:

Picture of Redação

Redação

Colunas

Orlando Pontes

Caiado é o cara

Caroline Romeiro

Entre modismos e responsabilidade

José Matos

Umbanda: religião brasileira e cristã – II

Júlio Miragaya

Indústria: das regiões metropolitanas para as cidades médias

Tersandro Vilela

Lula defende Sul Global na regulação tecnológica

Júlio Pontes

Lula virou samba e pode pagar caro por isso?

Últimas Notícias

“Adesivaço” reforça mobilização em defesa do BRB

25 de fevereiro de 2026

Arruda segue inelegível

25 de fevereiro de 2026

República do Piauí se reúne em Brasília

25 de fevereiro de 2026

Socorro ao BRB divide distritais

25 de fevereiro de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2026 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.