DF seguirá plano de vacinação do Ministério da Saúde

bsbcapitalPor ,18/12/2020 às 19:28, Atualizado em 18/12/2020 às 19:36

Secretário Osnei Okumoto alega “economicidade aos cofres públicos”

Plano de vacinação foi anunciado nesta sexta (18), no Palácio do Buriti | Foto: Geovana Albuquerque /Agência Saúde

O Distrito Federal não fará compra direta de vacinas contra a covid-19 e seguirá o Plano Nacional de Vacinação (PNI) anunciado pelo ministro Eduardo Pazuello. Assim, a população da capital da República só começará a ser imunizada “a partir do primeiro trimestre de 2021”, confirmou o secretário da pasta, Osnei Okumoto, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (18).

De acordo com ele, a decisão de aderir ao PNI gera economicidade aos cofres públicos. “Estivemos reunidos com representantes de laboratórios e percebemos uma variação de 4 a 37 dólares pela dose da vacina. Quando se compra em grande quantidade, como é o caso do PNI, obtém-se uma economia importante”, disse, sem explicar se o GDF levou em consideração os dados da pandemia, que mostram um crescimento do número de casos e número de mortes nas últimas semanas.

Pelo planejamento da Secretaria de Saúde, na primeira fase da vacinação – provavelmente a partir de março –, serão atendidos idosos acima de 75 anos de idade e trabalhadores da saúde. Na segunda, será a vez das pessoas de 60 a 74 anos. Na terceira, pessoas com comorbidades (diabetes, obesidade, hipertensão e tuberculose, entre outras). A quarta fase contemplará professores e trabalhadores das forças de segurança e salvamento.

Osnei Okumoto detalhou as etapas do plano de vacinação no DF durante coletiva – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

O governo local estima que aproximadamente 600 mil moradores do DF devem ser vacinados contra a covid-19 a partir do primeiro trimestre de 2021. Pelo plano de vacinação, o DF foi dividido em sete grandes regiões: Sul, Centro-Sul, Central, Sudoeste, Oeste, Norte e Leste. A vacinação será feita por 1,5 mil funcionários em 169 salas nessas regiões, de acordo com a densidade demográfica.

 “Estaremos preparados para vacinar, mas tudo vai depender da quantidade que teremos em estoque. Neste ano, para se ter ideia, vacinamos 200 mil pessoas em dois dias na campanha contra a gripe. Ou seja, temos uma grande capacidade logística”, exemplificou a chefe do Núcleo de Redes de Frio, Tereza Luiza Pereira, sobre o prazo de vacinação para esse público. “Tudo vai depender do número de doses disponibilizadas”, completou.

Todas as salas contarão com câmaras frias capazes de sustentar a temperatura exigida pelo fabricante. No caso da Pfizer, o armazenamento deve ser feito em uma temperatura de -75ºC. O GDF aguarda resultado de um processo de compra unificada em andamento no Ministério da Saúde para adquirir o equipamento.

“Estamos nos preparando para a demanda”, disse o subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero. “Temos a certeza de que todos esperam pela vacina e vão buscá-la assim que estiver disponível”, emendou ele, ao admitir que “existe uma grande expectativa em toda a população” pelo início da vacinação.

O Ministério da Saúde anunciou que pretende comprar 330 milhões de doses de vacinas. Entre as que devem ser disponibilizadas pelo PNI estão: Astrazeneca, Coronavac, Pfizer e Covax Facility (consórcio mundial para aquisição de vacinas de outros laboratórios). Todas elas são aplicadas em duas doses.

Uma preocupação recorrente é a possibilidade da falta de insumos para a aplicação das vacinas. A expectativa é que o DF precise de cerca de 7, 8 milhões de seringas e agulhas para vacinar toda a população de 3.055.149, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Hoje, em estoque, a Secretaria de Saúde tem 2 milhões de seringas e agulhas. Está em andamento a compra de mais 1 milhão de unidades e foi aberto um processo para aquisição de outras 4,8 milhões.

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