Desmatamento na Amazônia aumentou 170% em dez meses, alerta estudo

bsbcapitalPor ,19/06/2015 às 8:27, Atualizado em 19/06/2015 às 8:27

Já a degradação, um dano menor, cresceu 376% no mesmo período. Especialistas demonstram preocupação com o cenário O desmatamento na Amazônia Legal atingiu 2.286 quilômetros quadrados entre agosto de 2014 e maio de 2015. O número representa um aumento de 170% em relação ao período anterior, de agosto de 2013 a maio de 2014, quando …

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desmatamento2Já a degradação, um dano menor, cresceu 376% no mesmo período. Especialistas demonstram preocupação com o cenário

O desmatamento na Amazônia Legal atingiu 2.286 quilômetros quadrados entre agosto de 2014 e maio de 2015. O número representa um aumento de 170% em relação ao período anterior, de agosto de 2013 a maio de 2014, quando atingiu 846 quilômetros quadrados. O levantamento anual feito pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mede o período entre agosto e julho, porém a entidade divulga prévias mensais do resultado. Faltando dois meses para a conclusão do estudo anual, a expectativa é de que seja difícil reverter o quadro. O instituto tem registrado avanços no desmatamento desde a primeira medição, em agosto do ano passado.

“Mesmo que venha uma queda nos próximos dois meses, não vai ser suficiente para reduzir a taxa anual no nosso sistema”, afirmou Beto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon. Ele aponta três motivos para este cenário. “Tem gente invadindo florestas para fins especulativos com a expectativa de vender essas áreas desmatadas lá na frente. Tem uma indústria que vem sendo reportada sucessivamente como uma das grandes responsáveis por essa onda de desmatamento”. Somado a isso, existem áreas sendo desmatadas para agricultura e pecuária, como é o caso do Mato Grosso, estado campeão nos danos ambientas. Territórios de assentamento da reforma agrária também têm sido danificados. “Alguns (desmatamentos) são feitos por gente que invadiu áreas e comprou terra dentro do assentamento de maneira irregular”, afirmou o especialista.

Quanto à degradação, foram registrados 1.936 quilômetros quadrados entre agosto de 2014 e maio de 2015, um aumento de 376% em relação ao mesmo período dos anos anteriores. Diferentemente do desmatamento, que se caracteriza pelo corte raso de árvores, a degradação representa um dano menor, também envolvendo extração de madeira ou queimadas. O dano é um indício de desmatamento futuro, uma vez que o processo é gradual. Para a professora Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia, é importante descobrir os motivos do dano. “Muitas vezes a degradação conduz ao corte raso e em outras situações há a regeneração da floresta. Formas sustentáveis de exploração dos recursos naturais são também uma estratégia para combater esse processo”, explica.

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