Denúncias esquentam eleição no Sindilegis

bsbcapitalPor ,27/11/2020 às 21:12, Atualizado em 27/11/2020 às 21:12

Oposição aponta irregularidades da atual diretoria. Votação ocorre na segunda-feira e será feita por drive-thru

Cerca de 10 mil associados do Sindicato dos Servidores do Legislativo Federal (Sindilegis) vão às urnas na segunda-feira (30), das 8h às 17h, eleger a diretoria para o próximo quadriênio. Depois de uma campanha marcada por trocas de acusações, o grupo que está no poder há 12 anos tentará se reeleger, enquanto a oposição tenta reforçar as denúncias de má gestão dos adversários.

O eixo do discurso dos desafiantes da chapa 2 (Renovar é Preciso), capitaneada por Wederson Moreira, é a moralização da entidade presidida por Petrus Elesbão, servidor do Senado. O atual dirigente é candidato a diretor de Benefícios pela chapa 1 (Juntos Somos Melhores).

Essa tentativa de reeleição enfrentou questionamentos jurídicos, já que a última alteração no estatuto prevê apenas dois mandatos para cada integrante. Com essa interpretação, Elesbão e mais quatro da chapa 1 não poderiam se candidatar neste pleito. O cabeça da chapa é Alison Aparecido Souza, atual vice-presidente para o Tribunal de Contas da União (TCU). Entre os integrantes também está Fábio Gondim, ex-secretário de Saúde do DF e do Maranhão.

Processos

Além do pedido de impugnação da chapa, o grupo situacionista também enfrenta questionamentos sobre a maneira como conduziu o sindicato nos últimos anos. Existem processos judiciais contra o Sindilegis que podem render prejuízos significativos. O jornal Brasília Capital mostrou essas disputas em suas edições.

Uma das ações diz respeito à ocupação do sindicato em um terreno da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), na 610 Sul. Mais de R$ 500 mil teriam sido gastos para a reforma da estrutura, mas a permanência da entidade no local é questionada, uma vez que a cessão foi dada pelo GDF destinada a clubes esportivos.

A antiga clínica odontológica contratada para prestar serviço na sede do Sindilegis pede na Justiça uma indenização de mais de um R$ 1 milhão à entidade por rompimento unilateral de contrato de prestação de serviço. Associados reclamam que a prestadora seguinte sequer conseguiu suprir a demanda e o convênio atual é a segunda tentativa de normalizar o atendimento.

Ministério Público

Uma denúncia anônima foi recebida pelo Ministério Público, conforme matéria publicada no Blog do Servidor, do Correio Braziliense. Além dos dois imbroglios, o denunciante fala em reformas contratadas com aluguel pago em salas nunca usadas, como a sede no Rio de Janeiro.

Durante o debate dos candidatos a presidente, o postulante da situação minimizou as acusações e chegou a falar que eram de “jornais de reputação duvidosa”. No mesmo debate, Wederson Moreira, da Chapa 2, divulgou um print de Whatsapp que trazia o atual presidente sugerindo a redução temporária de 10% do salário dos servidores.

“Para reflexão, partindo da ideia do (censurado), podemos sugerir um corte de 10% durante três meses, atrelado ao imposto de grandes fortunas e o adiamento de três parcelas do consignado que seriam cobradas mais pra a frente sem juros” (sic), escreveu. A sugestão repercutiu mal entre os servidores.

Como votar

Serão instalados pontos de votação nos estacionamentos da sede do Sindilegis, na 610 Sul, do Anexo II da Câmara dos Deputados, no Senado, próximo ao Espaço do Servidor, e no Tribunal de Contas da União. Os eleitores podem escolher os candidatos de dentro dos carros. A votação ocorrerá na segunda-feira (30/11), de 8h às 17h.

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