Tácido Rodrigues
Durante anos, o Estádio Nacional Mané Garrincha carregou a pecha de “elefante branco”. Símbolo de dinheiro mal gasto para a Copa do Mundo de 2014, a arena custou R$ 1,4 bilhão, a mais cara do país, e virou alvo fácil de críticas e desconfiança. Mas, como no futebol, o jogo só termina quando o árbitro apita. E, em Brasília, a virada veio fora das quatro linhas, com decisão política, gestão profissional e visão de futuro.
Ainda no início de seu primeiro mandato, em 2023, o governador Ibaneis Rocha mudou o esquema tático ao transferir a administração do Mané Garrincha para o BRB. A parceria trouxe mais cuidado, manutenção constantes e investimentos, além de tirar um peso considerável das costas do GDF. O resultado foi um gramado mais verde, arquibancadas cheias e o palco, onde até Pelé já jogou, retomando seu lugar no mapa do futebol nacional.
As partidas da Seleção Brasileira e a decisão da Supercopa do Brasil 2026 entre Flamengo e Corinthians, é a prova de que o Mané voltou a ser protagonista de grandes jogos, que valem taça, audiência e renda.
Mas não é só de futebol que ele vive. Seguindo a tendência global das arenas multiuso, o complexo tem recebido shows internacionais, festivais e eventos que movimentam a economia local. O estádio joga em todas as frentes: esporte, cultura e turismo.
Flamengo x Corinthians
No domingo (1º/2), a arena recebe o clássico das duas maiores torcidas de clubes nacionais na decisão da Supercopa – os campeões da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro de 2025, Corinthians e Flamengo, respectivamente –, a partir das 16h.
Não por acaso, Brasília também é favorita para ser sede da primeira final única da Copa do Brasil, em novembro deste ano. A cidade tem elenco completo: segurança a todo vapor, aeroporto internacional eficiente, rede hoteleira robusta, restaurantes premiados, mobilidade urbana funcional e um estádio moderno, com capacidade para 72 mil pessoas.
Por tudo isso, o Mané Garrincha deixou de ser um peso morto para virar camisa 10 da capital, além de devolver aos brasilienses e aos turistas que nos visitam o sentimento de pertencimento. Em Brasília, o futebol voltou a ter casa.